Segunda-feira, 15 de março de 2010 - 17h59
Na manhã desta segunda-feira (15) a secretária de Estado da Educação, professora Marli Cahulla, concedeu entrevistas a diversos veículos de comunicação do estado – rádios, TVs e sites – para falar sobre o movimento de paralisação dos servidores da educação, iniciado na semana passada na capital.
A todos os veículos a secretária foi enfática em afirmar que o movimento atinge uma pequena parcela nas 410 escolas do estado, sendo que na grande maioria, principalmente no interior, as aulas prosseguem normalmente. Segundo Marli Cahulla em cerca de 25% das escolas tem algum tipo de paralisação, mas na grande maioria as aulas prosseguem normalmente. “Temos servidores emergenciais, federais e mesmo os estatutários que estão trabalhando normalmente, sejam professores ou administrativos, e a esmagadora maioria está trabalhando normalmente”, disse ela no “Fala Rondônia”, da Tv Rede TV.
De acordo com a secretária, o aumento salarial de 4,5% será para todos os os servidores, não só os da educação, e o abono de R$ 200,00 será somente para os professores que estão em sala de aula, que em muitos casos significará um aumento real de 20% sobre o salário. “Com certeza os servidores merecem e precisam ganhar mais, o setor é fundamental para o desenvolvimento do estado, mas é o que o Governo do Estado pode conceder. Não adianta querer iludir o servidor e dar um aumento maior que os cofres públicos possam suportar. É melhor ter um aumento, mesmo pequeno, e receber o salário em dia do que ficar meses sem receber”, ao responder ao programa “A Hora do Povo”, na rádio RO.
Outro ponto citado pela secretária são os demais investimentos do Governo do Estado na melhoria da qualidade da educação: reformas e construção de novas escolas, capacitação de servidores, compra de equipamentos e tudo o mais que é preciso para se oferecer um educação de qualidade. “O que é possível fazer, estamos fazendo. Este índice é o máximo que o Governo do Estado pode assumir para todos os servidores, diferente do Governo Federal, por exemplo, que não vai dar nenhum centavo de aumento aos servidores e nem por isso eles estão fazendo greve ou paralização”, disse Marli Cahulla.
Cancelamento da gratificação aos professores em sala de aula
A secretária de Educação confirmou que, caso os professores não encerrem o movimento e retornem às salas de aula a partir desta terça-feira (16), o abono de R$ 200,00 aos professores em sala de aula será cancelado e não haverá nenhuma outra compensação, principalmente porque a Lei Eleitoral não permite aumento salarial nem abono seis meses antes das eleições, ou seja, a partir do dia 2 de abril próximo.
Finalizando, Marli Cahulla fez um apelo para que os servidores não se deixem levar por sindicalistas interessados no momento político, e que retornem às salas de aula para que os alunos, principal preocupação e razão maior do trabalho da Seduc, não sejam prejudicados com uma paralisação, e nem os professores percam o abono que está sendo oferecido.
Fonte: Ascom
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