Sexta-feira, 15 de outubro de 2010 - 12h04
O Dia 15 de outubro já foi data festiva para os professores. Durante décadas esse dia era esperado com ansiedade nas escolas para homenagear aquele que é considerado o mestre de todas as profissões.
Porém, atualmente a categoria não tem muito o que comemorar no Estado de Rondônia devido ao desrespeito e á desvalorização com que os professores são tratados pelo governo.
Levantamento feito pelo Sintero – Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia indica que os profissionais da educação nunca foram tão prejudicados pelo governo como nos últimos sete anos.
Nem mesmo a disputa eleitoral suscita um debate mais profundo com o governo sobre educação, sendo o assunto tratado apenas pelas oposições.
Entre os dias 24 e 26 de setembro o Sintero promoveu a Sexta Conferência Estadual dos Trabalhadores em Educação e convidou todos os candidatos ao governo do Estado para apresentarem suas propostas e debaterem o assunto com os educadores.
O governador João Cahúlla, candidato à reeleição, foi o único que não compareceu. Todos os outros candidatos assinaram, inclusive, um termo de compromisso com a educação.
Nos últimos anos os professores sofreram inúmeros prejuízos com a falta de uma política educacional no Estado, a falta de política salarial, além da falta de valorização profissional, escolas em péssimas condições e a perseguição aos profissionais decidiram protestar contra a situação.
O governo do Estado, embora tenha feito inúmeras promessas, não cumpriu nenhuma. O Plano de Carreira da educação foi aprovado e sancionado em 2008, mas até hoje o governo não enquadrou os professores de acordo com o tempo de serviço, conforme o artigo 68 da Lei 420/2008.
Às vésperas do primeiro turno das eleições o secretário chefe da Casa Civil, Guilherme Erse e a secretária de Educação, Irani Freire Bento, falando em nome do governador, prometeram enquadrar os professores. Porém, a secretária tirou férias e ninguém mais responde sobre o assunto.
O salário dos professores em Rondônia é um dos mais baixos do país, e os precatórios, mesmo com previsão no orçamento do Estado, não são pagos.
Esses são apenas alguns dos problemas enfrentados pelos professores, que acabam impedindo uma comemoração completa nesta data.
A presidente do Sintero, Claudir Mata, disse que neste dia 15 de outubro os professores só têm a comemorar a coragem para lutar. “Mais do que comemoração, esta data é própria para nós, professores, fazermos uma reflexão sobre a situação em que o governo nos coloca. Que essa reflexão sirva para recarregarmos as nossas energias e lutarmos ainda mais”, disse.
Tradicionalmente o Sintero faz uma festa única para lembrar o dia dos professores (15 de outubro) e o dia dos servidores (28 de outubro).
Neste ano a festa será no dia 28 de outubro na Sede Social, com uma programação musical variada e sorteio de brindes.
Fonte: Ascom
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