Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 - 06h08
O ensino da zona rural e das localidades mais distantes da área urbana terá outra dimensão a partir de agora, com a formação superior de 98 professores leigos que residem nessas comunidades. Eles se formaram ontem graças aos investimentos da Prefeitura na melhoria da qualificação profissional dos professores da rede municipal.
A solenidade de formatura ocorreu ontem à noite no Teatro Banzeiros, com a presença do prefeito Roberto Sobrinho, da secretária Municipal da Educação, Epifânia Barbosa e do coordenador do Programa de Capacitação e Habilitação de Professores Leigos(Prohacap), da Fundação Riomar, padre Zenildo.
Esta foi a última turma a se formar. Agora, o Município não tem mais professores leigos em sua rede de ensino. O grupo se formou em Pedagogia- seres iniciais, do 1º ao 5º ano. A Prefeitura investiu R$ 600 mil na formação. Roberto Sobrinho frisou que sua administração vai continuar investindo para melhorar cada vez mais a qualidade do ensino. “ Nas administrações anteriores, as pessoas que estavam longe do centro urbano eram deixadas de lado, mas nós mudamos essa situação”, disse.
Roberto lembrou das dificuldades enfrentadas pelos professores que estavam fazendo o Prohacap, que durante quatro anos não tiveram férias e nem feriado prolongado. As aulas eram ministradas nas férias do meio e do final do ano, e ainda nos feriados prolongados. “ Mas acredito que agora a realidade da comunidade onde vocês moram irá mudar consideravelmente”,observou. Ele citou também os investimentos que a Prefeitura vem fazendo na área da educação, entre eles, o projeto Ribeirinho, que garante o ensino fundamental às crianças e a criação do Centro de Formação, criado com o objetivo de capacitar os professores.
“Acredito que esses professores formados poderão dar continuidade aos ensino dessas crianças em séries mais avançadas”,frisou. Emocionada, Epifânia falou do empenho do grupo em concluir o curso. “ Sabemos o quanto foi difícil para vocês”, declarou, elogiando padre Zenildo que, mesmo diante das críticas e barreiras enfrentadas, se manteve firme em continuar com o Prohacap.
As maiores dificuldades para concluir o curso foram, sem dúvida, daquelas pessoas que moravam na área ribeirinha. Algumas chegavam a andar dez horas de barco até a área urbana para assistir as aulas. Quem não tinha família na cidade, hospedava-se no hotel de trânsito do Sintero. “ Todos se ajudavam, pois sabíamos das dificuldades”, afirmou a professora Ruth Prudêncio da Silva, que leciona há mais de 13 anos e se diz apaixonada pela profissão.
Ela mora na comunidade Santo Antônio e ministra aulas nessa localidade. Dois filhos, casada, ela relembra do sofrimento dos colegas, especialmente daqueles que não tinham família na cidade. “ Isso aqui pode ser considerado nossa maior vitória, pois só quem presenciou nosso dia a dia, sabe o quanto esse diploma é importante”.
Fonte: Ascom
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