Sábado, 21 de julho de 2007 - 08h28
O trabalho de limpeza e preservação de ruas na capital é um serviço constante da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Semusp), e para o secretário da pasta, Jair Ramires, o mais difícil não são os recursos para executar os trabalhos, mas a tarefa de conscientização de uma parte da população que se recusa em ajudar na preservação dos serviços.
"Todos os anos é um faz-e-desfaz", diz o secretário, comparando as atividades aos da dona de casa, que todos os dias limpa, arruma e organiza a casa sem que ninguém perceba, e muitos até nem sequer valorizam o serviço. "Nas ruas também é assim", diz. "Todos os anos nós limpamos, cascalhamos e refazemos o asfalto em algumas ruas. Uns dois ou três meses depois, as ruas já estão do mesmo jeito de antes, sujas, com mau cheiro, cheias de lixo e entulhos, porque parte da população não tem a iniciativa de pelo menos preservar aquilo que foi entregue limpo e organizado", desabafa Ramires.
A frente de limpeza e cascalhamento de ruas da capital já passou por vários bairros. Até novembro, a Semusp vai executar este trabalho em toda a cidade, cerca de 1.300 quilômetros de ruas. Nesta semana as máquinas e caminhões da prefeitura estão nos bairros Castanheira, Jardim Petrópolis, Caladinho, Cidade dos Funcionários, Cohab e outros. Pelo cronograma de trabalho da secretaria, semana quem vem a frente de trabalho deve estar nos bairros Marcos Freire, Ronaldo Aragão, Mariana e bairros vizinhos.
Cerca de 600 funcionários trabalham nas atividades diárias da Semusp, como coleta de lixo, conservação de canteiros, limpeza das ruas, desobstrução de valas e outros serviços. Já para as frentes de trabalho, que limpa e cascalha as ruas, a Semusp investe cerca de dois milhões de reais por ano. Segundo o secretário, Jair Ramires uma das alternativas para que a população aprenda a valorizar os serviços prestados pelo setor público seria a punição através de multas em dinheiro, penas sociais e até cadeia aos infratores. "A população reclama, agente vai lá e limpa, organiza e cascalha. Um tempo depois, tem que limpar de novo porque a própria população já entulhou a frente da casa com lixo, mato e até móveis velhos. Nesta nova limpeza que nós temos que fazer, metade do cascalho vai embora. E nós temos que cascalhar mais uma vez. Então é um faz-e-desfaz que não tem fim, e aí vai dinheiro que não acaba", arremata o secretário.
Uma saída, de acordo com Ramires, seria mudar a legislação. Criar mecanismos para que a fiscalização pudesse autuar os infratores e fazer com que eles cumprissem sentenças sociais, limpando a própria rua por exemplo, sob pena de ser preso em caso de descumprimento.
Nara Vargas
Fotos Estevan Quintela
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