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Pouca oferta de imóveis dificulta locação em Porto Velho


 
Sem alternativas com qualidade, locatários reduzem padrão de exigência e acabam aceitando condições mínimas para ter onde morar

Porto Velho, 23.09.2010 - O nível de exigência feito por uma imobiliária na hora de locar um imóvel em Porto Velho tem sido inversamente proporcional ao de um locatário na hora de assinar contrato de locação de um imóvel. A grande procura, pouca oferta de imóveis e as condições dos que são ofertados, que têm qualidade mínima para habitação, vem baixando o nível de exigência dos clientes.

Para fechar um contrato, as imobiliárias exigem cópias de RG e CPF do locatário e do cônjuge; certidão de casamento, caso seja casado; comprovante de renda (do locatário e do cônjuge, no caso); certidões negativas do SPC e Serasa; fiador, seguro caução ou seguro fiança. O seguro caução custa o equivalente a três meses de aluguel, mas é devolvido ao fim do contrato corrigido com juros pelo mesmo índice da poupança. Já o seguro fiança em contrato anual tem custo proporcional a um mês de aluguel, mas depende da análise de cadastro do locatário.

A professora Renata Neves demorou mais de dois meses para encontrar um apartamento para morar com a mãe, depois que o dono da casa em que moravam pediu o imóvel ao fim do contrato. A família chegou a alugar uma casa de dois quartos, mas as condições eram péssimas e a devolveram, assim que encontraram um apartamento. “Encontramos um lugar razoável, um pouco mais habitável. O proprietário da casa que alugamos antes nos tratou muito mal, havia inúmeros problemas - na rede elétrica, faltava água no poço artesiano... - um descaso total”, desabafa Renata.

A realidade do mercado imobiliário em Porto Velho pode ser descrita da seguinte forma: alta demanda, baixa oferta de imóveis para atender um público que tem sido obrigado a se conformar com poucas opções, reduzir seu nível de exigência e sem ter margem para negociação. Os benefícios têm sido mais para os proprietários de imóveis, em detrimento de quem precisa locar.

Muitas pessoas que chegam à cidade não encontram apartamentos de dois quartos, principalmente na região central. Há mais opções de casas, normalmente com três quartos, e afastadas do centro.

A gerente comercial da Direcional Engenharia, Deborah Goulart, avalia que com a entrega do empreendimento Águas do Madeira a partir de novembro pela incorporadora, pode haver um equilíbrio ou melhora na relação oferta e demanda de imóveis em Porto Velho. O empreendimento tem um total de 426 unidades, sendo 138 delas de dois quartos. “Deve beneficiar também o consumidor, tanto quem vai morar no imóvel quanto quem vai locar de um proprietário, e não apenas o locador”, observa Deborah.

Financiamento x aluguel

A vantagem de se investir no próprio imóvel ao invés do aluguel deve sempre ser considerada, mesmo para quem vai morar temporariamente numa cidade como Porto Velho, que cresce a um ritmo de mais de 8% ao ano. “Os empreendimentos estão muito valorizados e imóvel é sempre um investimento. Num empreendimento como o Brisas do Madeira, o imóvel pronto tem parcela inicial de R$1,1 mil, decrescente. Se comparado com um aluguel de R$1,6 mil, a opção pelo financiamento de um apartamento próprio é um ótimo investimento. E, se depois de uma temporada na Capital, a pessoa se mudar, pode recuperar o que investiu vendendo o imóvel”, fala a gerente comercial da Direcional Engenharia.

Fonte: 3MAIS Comunicação/Pollyana Woida
 

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