Terça-feira, 15 de julho de 2008 - 13h22
O caos continua imperando em Porto Velho. De acordo com as lideranças das mulheres, em entrevista aos meios de comunicação logo após a reunião com o governador, ficou claro que não houve acordo, mas sim uma reunião com grandes avanços, ou seja, o diálogo foi iniciado entre o movimento e as autoridades, mas acordo como propalado pelo governo do estado, isso não existiu. De acordo com as lideranças do movimento, "o governador quer ganhar tempo e empurrar com a barriga. A greve continua".
A crise na segurança pública de Rondônia se agravou de ontem pra hoje. Em meio aos assaltos e arrombamentos que aumentaram geometricamente nos últimos dias, pela falta de Policiais Militares nas ruas, os portovelhenses vivenciam momentos de terror com o fechamento dos quartéis pelo movimento das esposas dos militares. Também fecharam as portas parte do comércio e agências bancárias. Neste momento vários movimentos sindicais estão reunidos para deliberar sobre o caos da segurança na capital. O medo toma conta de parte da população e dos empresários, vários arrastões aconteceram na noite de ontem em alguns bairros da cidade de Porto Velho.
Governador em Brasília
Ainda de acordo informações governamentais o governador viaja ainda hoje para pedir intervenção federal na Polícia Militar de Rondônia. Para Cassol, como não houve concordância com as suas propostas, na reunião de ontem, ele também não concederá reajustes aos militares.
Segundo o governador não haverá troca de comando da Polícia Militar. "Até agora eu aceitei as reividicações, mas tem limite, se até às 17 horas não houver paralisação, nós vamos solicitar o exército nas ruas. Eu já tenho informações que alguns elementos baderneiros se dizendo que são da corporação, estão atrapalhando e tentanto desestabilizar a população. Já houve liberação de alguns batalhões, mas eu quero 100% na capital e no interior. Apartir de agora se não houver acordo, toda a corporação será prejudicada, disse o governador Ivo Cassol.
Audiência e Pedido de Interveção
De acordo com o governador, ele solicitou audiência com presidente Lula em regime de urgência e em não havendo acordo, em seguida assinará o pedido de intervenção federal na segurança pública de Rondônia, "não aceito baderna, assim, depois que eu fizer a solicitação não farei mais acordo de revisão salarial com nenhum policial militar" disse cassol.
Fonte: Gentedeopinião
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