Quarta-feira, 7 de maio de 2008 - 13h54
Depois das matérias veiculadas nos principais jornais de Rondônia, em que o superintendente do Ibama, Oswaldo Pitaluga, o delegado da Polícia Civil do Meio Ambiente, Raimundo Mendes e mais três policiais ficaram reféns de posseiros do Projeto Jequitibá na Vila Samuel, na última terça-feira, o Gabinete de Gestão Integrada (GGI), convocou Pitaluga e o delegado Raimundo Mendes para dar explicações aos integrantes do Gabinete.
Os membros do GGI questionaram a visita do superintendente do Ibama e do delegado na área e ainda, o porquê Pitaluga havia autorizado a entrada de equipamentos de serraria, geradores e motosserras, na área de invasão do Movimento Camponês Corumbiara (MCC).
Para os integrantes do GGI, que é formado por representantes do Ministério Público Federal, da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ambiental, Ministério Público do Estado e outras autoridades, a explicação não convenceu. Mesmo porque a atitude do superintendente do Ibama acabou causando animosidade na área. "De fato a forma como as ações foram conduzidas pelo Ibama não foi das melhores, mesmo porque causou risco de conflito entre os posseiros do projeto Jequitibá e integrantes do MCC, causando ainda o perigo à integridade física das pessoas que estavam reféns na Vila Samuel. Vamos instaurar procedimento investigatório para apurar tudo que aconteceu de forma desordenada na Vila Samuel, como cárcere privado, ameaças e outros", enfatizou Cézzar Pizzano, adjunto da Secretaria Estadual de Segurança, Defesa e Cidadania.
Outra explicação que não convenceu foi a companhia do delegado Raimundo Mendes na área, de que a Delegacia da Polícia Civil do Meio Ambiente, atua em parceria com o Ibama.
Após os esclarecimentos nada convincentes, o GGI convocou outra reunião extraordinária para esta quinta-feira, na Sesdec para desta vez ouvir uma comissão de aproximadamente cinco pessoas da Vila Samuel, para que o Gabinete tome conhecimento da situação da Vila.
Fonte: Iranildo Costa Luna
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