Sábado, 21 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Política

Perseguição e assédio moral nas escolas estaduais


Perseguição e assédio moral aterrorizam trabalhadores  em educação nas escolas estaduais

Uma onda de perseguições, humilhações e assédio moral atinge trabalhadores em educação da rede estadual em vários Municípios. A situação piorou após a greve da categoria, que durou 15 dias e foi suspensa mediante negociação entre o Sintero e o governo do Estado, com o compromisso do secretário de Estado da Educação, Edinaldo Lustoza, de que os trabalhadores não seriam perseguidos.

No entanto, segundo o relato de diversos professores, a representante de ensino Irany de Oliveira Lima Moraes não estaria respeitando o acordo homologado na Justiça. “Se não é a responsável pelos abusos nas escolas, ela é no mínimo conivente, pois alguns diretores têm medo de confirmar que a ordem para perseguir parte da REN”, disse uma professora ao deixar o Ministério Público, onde fez a denúncia.

Os casos mais graves denunciados no Sintero, na Delegacia de Polícia e até no Ministério Público foram registrados em Porto Velho, onde os trabalhadores em educação alegam que são perseguidos por ordem da Representação de Ensino. São inúmeros os casos de professores colocados em disponibilidade, transferidos compulsoriamente, e de relatórios “fabricados” para justificar abusos.

A repressão é maior sobre os trabalhadores em educação que aderiram a greve. Entre as situações que caracterizam assédio moral está o fato de diretores de escolas proibirem a reposição de aulas em horários vagos e dias letivos.

Segundo a presidente do Sintero, Claudir Mata, o acordo prevê a reposição de aulas sem prejuízo do calendário escolar. Assim, as aulas poderiam ser repostas em horários vagos mesmo durante a semana. “Se os alunos e os professores já estão nas escolas, por que não podem repor aulas quando há horários vagos?” indagou Claudir. De acordo com a sindicalista, às vezes professores e alunos permanecem na escola, esperando o horário da próxima aula, quando poderiam aproveitar essa aula vaga para repor alguma disciplina, o que é terminantemente proibido pela direção da escola.

A direção do Sintero já encaminhou ao secretário Edinaldo Lustoza várias denúncias com pedido de providências. Apesar disso, as perseguições continuam ocorrendo e serão levadas ao juiz que homologou o acordo entre o governo e o Sintero.

Fonte: Adércio Dias

Gente de OpiniãoSábado, 21 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Projeto Campanha Legal vai orientar sobre regras das eleições em Rondônia

Projeto Campanha Legal vai orientar sobre regras das eleições em Rondônia

A Justiça Eleitoral de Rondônia prepara o lançamento do Projeto Campanha Legal, uma iniciativa de orientação voltada a candidatos, partidos político

Deputada Cláudia de Jesus propõe alimentação gratuita para trabalhadores da educação em Rondônia

Deputada Cláudia de Jesus propõe alimentação gratuita para trabalhadores da educação em Rondônia

A deputada estadual Cláudia de Jesus (PT) apresentou, na Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), um Projeto de Lei (PL) que assegura alimentação

Deputada federal Cristiane Lopes destina recurso histórico que fortalece a cafeicultura e transforma a vida de produtores em RO

Deputada federal Cristiane Lopes destina recurso histórico que fortalece a cafeicultura e transforma a vida de produtores em RO

A deputada federal Cristiane Lopes (União Brasil-RO) segue avançando com ações concretas em prol do fortalecimento da agricultura em Rondônia. Em ma

Deputada Cristiane Lopes defende avanço do PLP 108 e reforça apoio aos microempreendedores de Rondônia

Deputada Cristiane Lopes defende avanço do PLP 108 e reforça apoio aos microempreendedores de Rondônia

A Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira (17), o regime de urgência para a tramitação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108, que pro

Gente de Opinião Sábado, 21 de março de 2026 | Porto Velho (RO)