Terça-feira, 25 de setembro de 2007 - 19h07
Perseguição e assédio moral aterrorizam trabalhadores em educação nas escolas estaduais
Uma onda de perseguições, humilhações e assédio moral atinge trabalhadores em educação da rede estadual em vários Municípios. A situação piorou após a greve da categoria, que durou 15 dias e foi suspensa mediante negociação entre o Sintero e o governo do Estado, com o compromisso do secretário de Estado da Educação, Edinaldo Lustoza, de que os trabalhadores não seriam perseguidos.
No entanto, segundo o relato de diversos professores, a representante de ensino Irany de Oliveira Lima Moraes não estaria respeitando o acordo homologado na Justiça. Se não é a responsável pelos abusos nas escolas, ela é no mínimo conivente, pois alguns diretores têm medo de confirmar que a ordem para perseguir parte da REN, disse uma professora ao deixar o Ministério Público, onde fez a denúncia.
Os casos mais graves denunciados no Sintero, na Delegacia de Polícia e até no Ministério Público foram registrados em Porto Velho, onde os trabalhadores em educação alegam que são perseguidos por ordem da Representação de Ensino. São inúmeros os casos de professores colocados em disponibilidade, transferidos compulsoriamente, e de relatórios fabricados para justificar abusos.
A repressão é maior sobre os trabalhadores em educação que aderiram a greve. Entre as situações que caracterizam assédio moral está o fato de diretores de escolas proibirem a reposição de aulas em horários vagos e dias letivos.
Segundo a presidente do Sintero, Claudir Mata, o acordo prevê a reposição de aulas sem prejuízo do calendário escolar. Assim, as aulas poderiam ser repostas em horários vagos mesmo durante a semana. Se os alunos e os professores já estão nas escolas, por que não podem repor aulas quando há horários vagos? indagou Claudir. De acordo com a sindicalista, às vezes professores e alunos permanecem na escola, esperando o horário da próxima aula, quando poderiam aproveitar essa aula vaga para repor alguma disciplina, o que é terminantemente proibido pela direção da escola.
A direção do Sintero já encaminhou ao secretário Edinaldo Lustoza várias denúncias com pedido de providências. Apesar disso, as perseguições continuam ocorrendo e serão levadas ao juiz que homologou o acordo entre o governo e o Sintero.
Fonte: Adércio Dias
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