Quinta-feira, 14 de julho de 2011 - 11h30
“O crack destruiu a vida da minha família, entrou na nossa casa e tirou nossa felicidade. Hoje não somos mais felizes”. Este é um trecho do depoimento da presidente e uma das fundadoras da Instituição Amar em São Paulo, Conceição Paganele, que emocionou cerca de 30 pais e responsáveis, que assim como ela, vivem a realidade ter filhos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.
Na oficina “O Ato Infracional Sob o Olhar da Família e do Adolescente”, promovido pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Maria dos Anjos (CDCA/RO), realizado no ultimo sábado (9), Conceição Paganele relatou experiências, que junto com outras mães na mesma situação fundaram a Instituição Amar para lutar contra os maus tratos e violações de direitos humanos que ocorriam na Febem, hoje Fundação Casa, em São Paulo. Atualmente, a Instituição está presente em 10 estados brasileiros.
“Querem nos impor a culpa dos erros dos nossos filhos. Alegam que são filhos de famílias desestruturadas. Mas, desestruturada é a sociedade que deixou a droga tomar conta das praças públicas, não oferecem creches para os pais deixar os filhos na hora de trabalho e nem tem políticas prontas para educar e profissionalizar os jovens”, desabafou a presidente da Amar.
Motivados pela história de Conceição, e apoiados pelo CDCA/RO, o grupo de pais e responsáveis começam a dar os primeiros passos para formar uma associação e lutar pelos direitos dos filhos, garantidos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Sistema Nacional de Medida Socioeducativas – Sinase.
A atividade foi uma das ações do Projeto Roana, executado pelo CDCA/RO, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que desde janeiro deste ano, atua na orientação de pais e responsáveis e na defesa de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas de internação e meio aberto, garantindo-lhes atendimentos jurídicos e sociais.
Fonte: Rosiane Vargas
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