Segunda-feira, 1 de novembro de 2010 - 12h08
Lúcio Albuquerque
A eleição do médico Confúcio Moura para tornar-se, a partir de janeiro o sexto cidadão a chegar pelo voto ao Palácio “Presidente Vargas”, ainda vai ser analisada pelos nossos comentaristas políticos, como o Waldemar Camata (Ji-Paraná), Paulo Queiroz, Antonio Queiroz, Beni Andrade, Sílvio Persivo e Carlão Sperança, por isso espero por eles para amadurecer o que já defini sobre o assunto.
Mas um fato que chamou a atenção nessa campanha foi a postura do governador João Cahulla, confundindo-se durante suas exposições, notoriamente tendo dificuldades em lidar com a tensão, natural, gerada pela disputa eleitoral, por saber-se perdendo a disputa, por dific uldades no âmbito de sua entourage, e pelo fato de estar em frente às câmeras de televisão.
Aliás, quem não é afeito às luzes e câmeras de uma TV muitas vezes acaba pecando e pagando por isso. Ainda no debate de quinta-feira (28) coube ao candidato cahulla demonstrar isso quando declarou voto a seu opositor, e a emenda, a seguir, ficou muito pior do que a afirmação anterior, da mesma forma como já fizera sua coordenação de campanha que, num átimo sabe-se lá de que, deu de presente a seu opositor o direito de recorrer à justiça eleitoral e ganhar o espaço que Cahulla teria para o último programa: Confúcio ficou com os dois horários.
Há alguns dias o colunista Robson Oliveira chegou a noticiar o comportamento do mentor da candidatura Cahulla, o ex-governador Ivo Cassol, durante outro debate, o que alicerçou, para muitos, a ideia de que o atual estivesse sendo monitorado pelo ex.
Como disse na feira do Um, nesta segunda-feira, um dos fundadores do MDB na década de 1960, espera-se de um candidato a governador pelo menos “que não se traia por seus pensamentos”.
Encerrada a contagem de votos, definidos os vencedores, a hora, agora, tem duas direções: 1) Transição, e se espera que haja urbanidade e respeito (ao Estado) no relacionamento entre os que vão negociar; 2) Presidência da Assembléia Legislativa: Por mais que chegue a dizer (estou escrevendo antes da anunciada coletiva do governador eleito nesta manhã de 1 de novembro) que o problema é dos deputados, sem qualquer dúvida Confúcio vai ser um forte eleitor nessa questão, até porque precisará na ALE de um homem de sua confiança, para evitar problemas, especialmente no primeiro ano de sua administração, quando vai ter de gerenciar orçamento e projetos oriundos, muitos em andamento, da administração que vai sair.
Isso, lógico, se é que realmente os dois lados – e aqui a responsabilidade maior me parece ser do que está saindo, têm mesmo respeito pelo Estado e pelas instituições, especialmente a chamada “sociedade civil”.
Mas desses debates deve ter ficado também uma lição aos organizadores: a de não deixar o tempo designado para pergunta ao uso de acusações e afirmações relativas ao adversário, fugindo do roteiro.
Esse problema, de candidato preferir usar o tempo para espinafrar o outro e não fazer a pergunta, é bom que se reconheça, não foi problema só local, aconteceu inclusive no bate-boca dos presidenciáveis.
Deixar como está passa ao telespectador a idéia de que (o telespectador) esteja perdendo tempo, e prefira mudar de canal. Mas no universo dos debates políticos o que menos, e cada vez menos, se tem visto é candidato discutindo idéias e mais, muito mais, roupa suja sendo lavada e o telespectador que se dane.
Fonte: Lúcio Albuquerque - jlucioalbuquerque@gmail.com
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