Segunda-feira, 22 de novembro de 2010 - 05h34
Carolina Pimentel
Agência Brasil, Brasília – Cerca de 1,3 bilhão de pobres de todo mundo não têm acesso a atendimento de saúde por falta de condições para pagar por esse serviço. A estimativa é de um relatório sobre o financiamento global da saúde divulgado hoje (22) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo a organização, sem dinheiro para arcar com o atendimento médico e doentes, essas pessoas permanecem na pobreza. “Elas são empurradas ainda mais para a pobreza, porque estão doentes demais para trabalhar”, diz o documento.
A OMS afirma ainda que 150 milhões de pessoas enfrentam dificuldade financeira a cada ano e 100 milhões são levadas à pobreza por terem de arcar com as despesas com saúde. De acordo com a organização, o alto custo de procedimentos médicos não é o único fator a prejudicar o orçamento das famílias. Pequenos e constantes gastos com esse tipo de serviço também podem resultar em “uma catástrofe financeira”.
A organização constatou que parte da população deixa de fazer exames preventivos por não ter como pagar. Com isso, diminuem as chance de diagnóstico precoce e de cura da doença.
Para que os países tenham mais recursos para ofertar cobertura de saúde universal, a OMS sugere que os governos destinem fatias maiores do orçamento para a saúde, recolham impostos ou contribuições e taxem produtos nocivos à saúde, como fumo e álcool.
A organização alerta que as nações ricas terão de ajudar as pobres a conseguir aumentar os fundos de saúde. “Os doadores serão necessários para a maior parte dos países mais pobres durante um período considerável de tempo”, diz a OMS.
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