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Oliveira: Guajará-Mirim deve estar preparada para tempo de desenvolvimento


 

Ponte binacional, nova BR-425 e abertura da BR-421 vão acelerar o crescimento do município, que deve estar preparado para os novos tempos

As obras programadas pelo DNIT para o município de Guajará-Mirim vão incorporar um salto de desenvolvimento à realidade de exclusão até hoje vivida pela cidade em relação às demais regiões do estado, especialmente àquelas situadas ao abrigo do corredor da BR-364 de Porto Velho em direção ao sul do País. Com a nova BR-425, que vai obter a classificação de “Categoria 4”, na qual estão relacionadas as melhores rodovias do país, como a BR-101, e com a ponte Brasil/Bolívia, a consolidação da saída para o Pacífico e abertura de novos mercados para os produtos brasileiros, Guajará-Mirim verá a inversão a seu favor do direcionamento histórico do desenvolvimento rondoniense.

O raciocínio do superintendente regional do DNIT, José Ribamar da Cruz Oliveira tem embutida uma séria advertência: a cidade na qual faz questão de se inserir como filho adotivo, já que ali constituiu a família e mantém residência, precisa estar atenta para esta nova realidade, sob pena de ter seus filhos condenados a trabalhar como empregados dos empresários de outros estados que ali irão se instalar para aproveitamento da imensa potencialidade econômica do município. “As oportunidades para todos os setores da economia estarão mais evidentes desde já. Quem não estiver preparado para isso corre sério risco de ver passar o bonde da história e prosseguir à pé” – disse.

Oliveira que, junto com Miguel de Souza, trabalhou para viabilizar os investimentos imediatos de quase R$ 600 milhões na economia de Guajará-Mirim e região, com as obras da ponte binacional, da ponte sobre o rio Madeira, em Abunã, das pontes de Ribeirão e Araras e da construção da nova rodovia Abunã-Guajará, disse que os benefícios imediatos vão muito além da abertura de postos de trabalho, que serão muitos. As prefeituras, por exemplo, começarão a ver melhorar a arrecadação de ISS com o início das obras, já que o imposto vai automaticamente para a conta das prefeituras - de Porto Velho, Vila Nova e Guajará-Mirim. Os reflexos positivos também serão sentidos no comércio, restaurantes e rede hoteleira.

Mas isso é nada mais do que uma leve sinalização do que está por acontecer nesses novos tempos. Em três anos, no Maximo, com a conclusão das obras da ponte e abertura da saída para o Pacífico, o comércio bilateral terá um crescimento exponencial, tanto na exportação dos produtos brasileiros para Bolívia, Peru, Chile, Equador, Colômbia e até norte do Paraguai e da Argentina, como na importação de produtos daqueles países, como fertilizantes para a agricultura e até sal para a pecuária a preços muito mais em conta, além de frutas, vinhos e muitos outros produtos. Ou seja: as carretas vão especialmente com gêneros alimentícios e voltam com outras cargas, reduzindo ainda mais o custo de transporte, já beneficiado com as distâncias muito menores.

Tudo isso, sem falar no mercado asiático, para os quais a produção regional poderá chegar a preços muito mais competitivos. Também a indústria turística vai crescer muito em Guajará-Mirim, não só por suas belezas naturais como também com o chamado turismo de negócios, especialmente pela abertura da BR-421, que vai ligar Ariquemes a Guajará-Mirim, passando por Nova Mamoré. O problema, segundo Oliveira, é que os investidores nacionais e até mesmo internacionais já estão atentos para essa nova realidade. E se a população local não se preparar, eles irão tranquilamente ocupar todas as oportunidades que começarão a surgir. É claro que não é possível concorrer com eles, especialmente em relação a investimentos. Mas a região poderá se especializar em determinados nichos do mercado, oferecendo excelência, preço e qualidade de forma tal que, para os investidores, fique mais vantajosa a associação do que a concorrência – concluiu ele.


Fonte: Carlos Henrique
 

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