Quarta-feira, 16 de agosto de 2006 - 11h09
Está programado para o dia 4 de setembro o início das obras do gasoduto Coari-Porto Velho, trabalho previsto para terminar em 12 de janeiro de 2009. Quem garante é a Agência Nacional de Energia Elétrica Aneel, cujo diretor-geral, Jerson Kelman, encaminhou ofício ao deputado Miguel de Souza, presidente da Comissão da Amazônia da Câmara dos Deputados informando sobre o cronograma das obras divulgado pelo consórcio TNG Participações, detentor da autorização para execução do projeto.
Miguel de Souza considera que o documento da Aneel chega em momento propício, pois permite acabar com as especulações que insistem em instalar no estado um clima de frustração em relação ao empreendimento. O único entrave hoje existente está relacionado, segundo o parlamentar, à necessidade de repactuação de preços, pois já se passaram quatro anos desde o início das negociações do projeto.
- Nesse período, os preços do aço dispararam, o mesmo acontecendo em relação aos preços do gás natural. Com isso, as empresas participantes do consórcio TNG consideraram economicamente inviável o empreendimento. Mas tudo isso é algo que pode ser equacionado na mesa de negociações. O que efetivamente importa é que o cronograma de obras já está definido e a TNG está dentro dos prazos. Pode ser que ainda ocorra o retardamento de alguns dias para o início das obras, o que é perfeitamente natural, mas certamente o trabalho vai começar no próximo mês disse o deputado.
A onda de boatos sobre o eventual naufrágio do empreendimento surgiu a partir do anúncio de construção do linhão até Jauru, no norte do Mato Grosso, obra que poderia inviabilizar o gasoduto, cujo maior objetivo é exatamente o fornecimento de gás para a geração de energia pela Termonorte. Miguel de Souza explicou que ao cidadão comum não importa de onde venha a energia se do sistema nacional, através do linhão, ou da Termonorte, já que as tarifas cobradas não sofrem qualquer alteração. Acontece, porém, que com, o linhão o estado deixa de arrecadar algo em torno de R$ 150 milhões em impostos, pois a energia deixaria de ser produzida aqui mesmo.
Tal preocupação deixa agora de existir, já que falta apenas a assinatura de contrato com a Eletrobrás para a venda da energia produzida a partir do gás natural. O documento da Aneel salienta que todo o trabalho será acompanhado e fiscalizado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis ANP.
Fonte: (C. H. Angelo)
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