Segunda-feira, 8 de junho de 2009 - 19h04
Processo apura compra de votos nas eleições de 2006 em Rondônia. Defesa do governador nega acusações; ação está nas alegações finais
O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação dos diplomas do governador de Rondônia, Ivo Cassol (sem partido), e do vice, João Aparecido Cahulla, nas alegações finais do processo que apura compra de votos nas eleições de 2006.
O parecer foi enviado ao TSE na sexta-feira (5). A defesa do governador ainda não apresentou as alegações finais, de acordo com a assessoria do tribunal. Cumprida esta etapa, o processo poderá ir a julgamento.
Segundo informações do TSE, o parecer cita depoimentos de testemunhas que afirmam que funcionários de uma empresa de vigilância que prestava serviços para o governo de Rondônia teriam sido abordados, durante a campanha, com propostas para votarem em Cassol e em outros três candidatos em troca de R$ 100.
Ainda de acordo com a Justiça, o MPE cita que um inquérito realizado pela Polícia Federal confirmou, por meio da quebra de sigilo dos funcionários da empresa, "centenas de depósitos" de R$ 100 feitos em agências do Banco do Brasil entre a tarde do dia 28 e a manhã do dia 29 de setembro de 2006, uma semana antes do dia das eleições.
Em novembro de 2008, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Rondônia cassou, por compra de votos e abuso de poder, os mandatos de Cassol e Cahulla. A decisão também anulava as eleições de 2006 para o governo do estado e determinava a realização de um novo pleito em dezembro.
No entanto, uma liminar do TSE suspendeu a decisão do TRE.
No fim do mês passado, a Justiça Federal determinou o afastamento de Cassol por 90 dias e de quatro delegados da Polícia Civil do estado. O MP acusou o governador de usar delegados da Polícia Civil para coagir testemunhas e obstruir investigações da PF no processo que responde por suposta compra de votos nas eleições de 2006. Cassol recorreu da decisão.
A assessoria do governador nega as acusações, diz que não há provas contra o governador e que ele aguarda o julgamento "com serenidade". Segundo o governo, a acusação é contra um senador, que teria declarado em sua prestação de contas que houve pagamentos a título de remuneração profissional. O nome do governador teria sido incluído por constar no verso do "santinho" do senador.
Quarta-feira, 1 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
Célio Lopes se filia ao União-Brasil e lança pré-candidatura a deputado federal
O advogado Célio Lopes, 34 anos, assinou nesta terça-feira (31) sua filiação ao União-Brasil, em cerimônia realizada em Brasília. A adesão foi abona

A educação de Cacoal recebe um importante reforço com a destinação de mais de R$ 3 milhões para obras em escolas da rede municipal. O recurso, viabi

Deputada Ieda Chaves resgata idosa, 10 animais e revela drama humano em Porto Velho
Após uma ação da Patrulha de Resgate, um projeto liderado pela deputada estadual Ieda Chaves (União Brasil) na última semana, no bairro Aponiã, em P

A deputada federal Cristiane Lopes (Podemos) segue consolidando seu mandato com ações efetivas para o fortalecimento da agricultura em Rondônia e, c
Quarta-feira, 1 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)