Quarta-feira, 18 de agosto de 2010 - 16h20
A deputada federal Marinha Raupp (PMDB), candidata à reeleição pela coligação “Aliança por uma Rondônia melhor para todos” (PMDB, PDT, PCdoB, DEM e PRTB), disse nesta quarta-feira (18), ao comentar os 45% de intenções de voto da candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), que a vitória da ex-ministra, além de oferecer uma garantia de que o país continuará crescendo com estabilidade econômica e social, representará um estímulo extraordinário para aumentar a participação das mulheres na política brasileira..jpg)
A pesquisa referida pela parlamentar, conforme ela mesma explicou, é a mais recente do Instituto Vox Populi, divulgada nesta terça-feira (17), indicando que a petista ganharia no 1º turno se a eleição fosse agora, colocando a candidata à Presidência da República com 16 pontos percentuais à frente do segundo colocado, José Serra (PSDB), a quem foram atribuídas 29% das intenções de voto, deixando a candidata do PV Marina Silva na terceira colocação, com 8% das escolhas.
Segundo Marinha, “se, pela primeira vez, temos a chance de eleger uma mulher para a Presidência da República, eu comemoro esse fato não apenas porque somos aliados (o vice da ex-ministra é o peemedebista Michel Temer), mas porque a vitória de Dilma será extremamente importante também para conscientizar o eleitorado sobre o papel da mulher na política”.
Disputando o seu quinto mandato consecutivo, tendo obtido votações crescentes a cada pleito, a expectativa no âmbito da coligação “Aliança” é a de que, neste ano, a deputada repita o desempenho de 2006 e seja mais uma vez a mais votada da representação de Rondônia na Câmara Federal.
De acordo com Marinha Raupp, a eleição de Dilma Rousseff contribuirá ainda para que, pelo menos, a legislação eleitoral passe a ser cumprida, na questão que trata da proporcionalidade de candidatos de cada sexo.
Segundo explicou a deputada, a lei obriga o registro de, no mínimo, 30% de candidaturas de cada sexo. Entretanto, segundo levantamento feito pelo jornal “Correio Braziliense”, com base nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das 222 coligações partidárias que estão concorrendo a vagas à Câmara dos Deputados, somente 51 (22,9%) cumpriram a regra. Em 2002, 490 mulheres candidataram-se ao cargo de deputada federal (11,4% do total). Em 2006, foram 737 (12,7%) e, este ano, 1.332 candidatas (representando 22,1% do total de candidatos).
“A partir da eleição de Dilma Rousseff, esperamos que as mulheres passem a ter uma participação mais ativa na política, aumentando, consequentemente, nossa representação parlamentar no Congresso Nacional, nas assembléias legislativas, nas câmaras municipais e nas prefeituras”, avalia.
Fonte: Edna Okabayashi
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