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Maquinário da prefeitura salta de 17 para 132


O prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, foi entrevistado pelo jornalista Maurício Calixto no programa A Hora do Povo, transmitido pela Rádio Rondônia. Na oportunidade, respondendo também a questionamentos enviados via SMS por populares, tratou sobre assuntos variados referentes à sua administração, dentre os quais podem ser destacados a aquisição de novos maquinários por parte da Prefeitura, os serviços de iluminação pública, os remanejamentos esperados para algumas ruas e avenidas e sobre sua opinião acerca de algumas críticas a ele dirigidas.

Segundo Nazif, ao assumir a administração encontrou apenas sete máquinas na Secretaria Municipal de Obras (Semob), cinco na Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb) e cinco na secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric). “Com cinco mil quilômetros de estradas vicinais para abrir ou recuperar, tendo pela frente a necessidade de restaurar ruas e canais e de efetuar limpezas em toda a cidade contávamos apenas com essa quantidade de equipamentos. Dessa forma, não pudemos fazer muita coisa no primeiro ano”, esclareceu. 
 
Para essas necessidades as gestões anteriores optavam por contratar serviços, mas pareceu melhor ao prefeito adquirir os equipamentos necessários. “Hoje, temos todo o maquinário comprado e quem está entregando está recebendo à vista. Foi destinado para isso o valor de trinta milhões de reais e esperávamos comprar umas 60 máquinas, mas conseguimos comprar 115. Tudo isso, agora, passa a fazer parte do patrimônio da Prefeitura. Ainda não temos mão de obra qualificada para operar essas máquinas, mas já resolvemos com o Tribunal de Contas e com o Ministério Público de Contas como poderemos fazer contratos temporários com operadores. 
 
A Semob, com a ajuda do Senai, também está realizando cursos de qualificação para operadores. As máquinas que vão chegar são de última geração e vamos ter o que nunca foi visto antes na Prefeitura. Queremos trabalhar desde a divisa com o Candeias até os distritos de Extrema e Nova Califórnia”, afirmou, elucidando também que o orçamento da Prefeitura para 2014 gira em torno de 1 bilhão e 200 milhões de reais e que, embora não se trate de um recurso muito vultoso em vista das necessidades da cidade, sua administração tem conseguido guardar dinheiro para comprar máquinas, pagar as obras da Beira Rio, atualizar contas com quase todos os fornecedores, cobrir gastos com os servidores, inclusive pagando acertos anteriores que poderiam ser jogados em precatórios, mas que foram totalmente assumidos em seu governo. “O país todo reclama de receita, mas nós estamos trabalhando e fazendo as coisas com seriedade. Sobre isso, quero agradecer muito aos técnicos da Prefeitura que estão trabalhando de forma arrojada”, destacou. 
 
Sobre as mudanças esperadas para algumas vias públicas e sobre as proposições para a questão da mobilidade urbana, Nazif explicou que uma empresa oriunda do Paraná foi contratada para desenvolver um grande estudo e a projeção das mudanças necessárias para a cidade. “Esses estudos comprovaram que a inversão da 7 de Setembro é viável e que se trata de uma boa proposta para a cidade. A pesquisa mostrou que 75% do comércio aprova e que 67% da população deseja a mudança. Além da inversão da 7 de Setembro, o estudo se debruçou também sobre muitos outros assuntos, como construção de ciclovias, padronização de calçadas e outras mudanças. Por enquanto, tanto para a mudança na 7 de Setembro quanto para outras modificações programadas não estamos contando com recursos federais, mas apenas com recursos próprios. Esse é um jeito de administrar. O mesmo caso ocorre com as obras que vamos implementar na Beira Rio. Sou grato à parceria que nos tem sido estendida pela presidente Dilma e pelo Governo Estadual, mas nossa política é de utilizar antes os recursos próprios”, enfatizou. 
 
Sobre a iluminação pública, o prefeito reconheceu ter afirmado de que seria possível entregar a cidade toda iluminada até ao final de 2013 e que isso não se concretizou. “As pessoas que cobram isso devem se lembrar de como pegamos a Emdur. Nós entregaríamos mesmo toda a iluminação em 2013, mas só pudemos trocar a primeira lâmpada em setembro, devido às enormes dificuldades com que nos deparamos. No entanto, até o dia 20 de janeiro chegarão os outros cinco caminhões cestos, que estão sendo aguardados, e até maio finalizaremos os serviços de iluminação de toda a cidade”, declarou. 
 
Às críticas recebidas, o prefeito quer responder com trabalho. Disse entender que elas fazem parte da vida pública, mas acredita que muitas delas não sejam justas. “Temos que levar em conta as críticas e responder com trabalho. Nós poderíamos continuar fazendo o que outras gestões faziam, como, por exemplo, contratar horas-máquinas, mas preferimos comprar o maquinário que precisamos. Então, quero dizer com isso que cada um tem seu jeito de administrar. Muitas vezes, o nosso trabalho tem sido incompreendido, mas aguardamos poder responder a todas as críticas com serviços ofertados à população”, frisou. 
 
Além desses assuntos o prefeito abordou muitos outros. Esclareceu que Porto Velho passou a deter o maior Produto Interno Bruto (PIB) na agricultura dentre todos os municípios da Região Norte e que passou a ter a maior produção de gado da região, informou sobre a instalação do primeiro laticínio da cidade ainda neste ano e, entre outras informações, falou sobre a previsão de chuvas muito intensas na cidade, de forma que iniciativas estão sendo tomadas para atender a população. “Estamos muito atentos e a Defesa Civil está de prontidão. Há um prenúncio de que possamos vir a ter a maior enchente em Porto Velho desde 1997. O Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam) tem nos ajudado nesses estudos e estamos acompanhando diariamente o nível do rio Madeira. Acontecimentos como esses são próprios de uma região chuvosa como a nossa, mas estaremos preparados para atender a população naquilo que é dever do poder público”, concluiu o prefeito.
 
Fonte: Renato Menghi

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