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LIXO: Assinada ordem de serviço para construção de usina


Catador de lixo há mais de 15 anos, Anacleto Wanderley de Andrade, mais conhecido por Bahia, teve mais um sonho realizado nesta quinta-feira (24), quando o prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho, assinou a ordem de serviço para a construção de uma usina de reciclagem no lixão municipal. A obra vai beneficiar diretamente cerca de 200 catadores de lixo, moradores da Vila Princesa, localizada a 13 quilômetros da Capital.

O empreendimento será concluído no prazo de seis meses, às margens do aterro sanitário, e custará R$ 324 mil. A obra é patrocinada pela Fundação Banco do Brasil, com contrapartida da Prefeitura.  "Cheguei aqui na Vila Princesa em 1992. Posso dizer que vi essa comunidade nascer e com a construção dessa usina de reciclagem de lixo, sei que vamos ter um grande avanço, pois será possível melhorar as nossas condições de trabalho, o que vai aumentar a produção e conseqüentemente gerar mais renda a todos os trabalhadores", destacou o catador de lixo e líder comunitário, Anacleto Andrade.

Na reunião com os moradores daquela comunidade, o prefeito Roberto Sobrinho falou sobre a importância da construção da usina de reciclagem, onde os catadores poderão realizar a seleção dos resíduos plásticos, deixando-os em condições de serem comercializados. "Hoje o catador de lixo trabalha exposto ao sol e à chuva. Com a construção do galpão ele vai poder produzir mais, sem ficar exposto à ação do tempo, além de estar fazendo bem a natureza, com a retirada desses resíduos sólidos do meio ambiente", afirmou.

Segundo o prefeito, a Prefeitura tanto estará trabalhando na construção da usina de reciclagem como também apoiando os catadores de lixo na organização da coleta seletiva, de forma que unidos eles possam crescer e expandir as atividades desenvolvidas. A Associação dos Catadores de Lixo da Vila Princesa foi criada há aproximadamente dois anos e atualmente atende cerca de 200 trabalhadores. O ganho financeiro de cada trabalhador varia de acordo com a produção, mas segundo a presidente da Associação, Miriam dos Reis, nenhum dos associados ganha menos que R$ 350 por mês. "A renda dos catadores ainda é pequena, mas com a construção da usina de reciclagem vamos poder dobrar e quem sabe até triplicar a nossa produção, trabalho que proporcionará melhores condições de vida a todas as pessoas que sobrevivem com a venda de lixo reciclável", ressaltou Mirian dos Reis. 

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