Segunda-feira, 13 de novembro de 2006 - 17h30
A realidade do jovem em Porto Velho é preocupante. Sem perspectivas de emprego, sem acesso à Educação de qualidade e sem acesso à cultura e áreas de lazer, resta muito pouco para nós. Avaliação é do diretor da União Nacional de Estudantes Rondônia / Acre, Ozanir Silva de Almeida, acadêmico do 8° período do curso de Geografia da Universidade Federal de Rondônia. Para ele, as hidrelétricas do Rio Madeira podem ser ajudar a mudar a realidade de muitas pessoas para melhor, "mas com responsabilidade e com o esclarecimento das dúvidas que a sociedade levanta".
Ozanir disse que, por falta de oportunidades, de acesso ao ensino, à cultura e ao lazer, resta ao jovem da [periferia a violência. "Eu me sinto privilegiado por ter acesso à Educação, eu tenho acesso a alguns meios que aquele jovem que está na periferia não tem e na periferia, a realidade desses jovens, você vai ver que no bairro em que ele mora não tem uma praça, não tem uma área de lazer, uma área de entretenimento. O que o bairro de periferia oferece para ele são as drogas, a bebida, as brigas de gangue, o roubo. São estas coisas que a nossa realidade atual oferece e esta visão é clara e todo mundo sabe disso.
No quesito Violência, nosso Estado é o segundo ou o primeiro mais violento do país e isso indiretamente está no jovem, nasce no jovem, porque o jovem não tem esporte, não tem uma base educacional, não tem, mesmo, uma base familiar, para poder se esquivar desta realidade tão cruel".
O líder estudantil que participou sábado da Audiência Pública sobre as Usinas do Rio Madeira disse que ser favorável ao desenvolvimento. "Sou favorável à construção das hidrelétricas, mas a gente tem que ressaltar que Furnas deve responder as questões que a sociedade pergunta. Nos ciclos de debates, nas audiências públicas, que é o espaço aberto para que as pessoas dialoguem, como que vão se restes impactos, o que pode acontecer, o que não pode. Partindo deste princípio que Furnas mostre com clareza o projeto, da melhor forma possível, a gente não tem muito que ficar contestando, além disso, porque o nosso estado realmente precisa de transformações, precisa de novas perspectivas, de novos investimentos. Eu acredito que as pessoas que estão por trás deste empreendimento tão relevante tenham este compromisso. Partindo daí, esclarecendo para a sociedade, para o jovem, para os poderes públicos, que participam também destes debates para saber o que pode acontecer e em que eles podem contribuir. Eu tenho certeza que vai mudar a nossa realidade para muito melhor".
Fonte: José Carlos Sá
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