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Licenças para usinas do Rio Madeira não têm prazo para sair


Henrique Gomes Batista, Agência O Globo BRASÍLIA- Apesar da irritação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, informou em coletiva convocada para negar que esteja sofrendo forte pressão política para acelerar o trabalho de licenciamento ambiental, que não há prazo para o Ibama autorizar a construção das duas usinas do Complexo do Rio Madeira, um dos principais investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Juntas, Santo Antônio e Jirau somariam cerca de R$ 20 bilhões em investimentos. Desde fevereiro, ministros e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometem o licenciamento ambiental para os 15 dias seguintes. Segundo Marina, os técnicos do Ibama que analisam o projeto consideram que, do jeito que está montado, ele não permite uma conclusão sobre o impacto ambiental que causará. Há indícios de que a construção das usinas hidrelétricas acarretaria problema de sedimentação, o que provocaria o transbordamento do Rio Madeira em algumas vilas e ameaçaria espécies , como os grandes bagres e os dourados da Bacia do Amazonas. Portanto, eles concluíram, há cerca de 15 ou 20 dias, que é preciso que sejam enviadas informações complementares de forma a ser feito um parecer final. Isso significa que o licenciamento ambiental não será concedido. Perguntada se seria preciso refazer todo o projeto, Marina respondeu: - Isso ainda não está sendo analisado. Mas a revisão do projeto não está descartada. O Ibama pediu informações complementares aos empreendedores e não há nenhuma expectativa de prazo para a concessão da licença ambiental. Perguntada se vai sair este ano, Marina Silva respondeu: - Não há previsão de prazo. O presidente demonstrou, em reunião do Conselho Político na última quinta-feira, irritação com as argumemntações do Ibama para não liberar os empreendimentos e disse que iria chamar Marina para uma nova conversa. A ministra não quis comentar o relato feito por líderes dos partidos aliados. Ela, porém, negou que tenha sofrido pressão para mudar secretários em sua pasta.

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