Terça-feira, 7 de agosto de 2007 - 06h51
Em apenas um dia de instabilidade, o volume de chuva ultrapassou a média mensal espera para os meses de julho e agosto em diversas cidades rondonienses. A chuva fora de época, agora deve demorar a cair novamente.
Daniel Panobianco - Julho se foi e com ele a pouca umidade que restava na atmosfera. Os últimos dias foram muito secos em grande parte do Brasil, inclusive em Rondônia, que têm registrado índices de até 15% de umidade relativa do ar, o que é um valor considerado como Estado de Alerta pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
A única chuva significativa registrada em solo rondoniense durante o mês de julho foi a do dia 25, quando ocorreu em conjunto, o sétimo fenômeno da friagem desse ano. Na ocasião, a chuva caiu, ainda que em pequeno volume na cidade de Vilhena, que até então vinha sofrendo com a forte estiagem dois meses antes. O volume foi pouco, apenas 12 milímetros, mas a qualidade no ar principalmente melhorou bastante com a água vinda do céu. O volume mais expressivo caiu entre Cacoal e Jaru, com volumes ultrapassando 40 mm, praticamente todo o volume de chuva esperado para o mês na região. Em Ji-Paraná choveu ainda mais, cerca de 52,5 mm, com vários prejuízos, inclusive na zona urbana. A mesma linha de instabilidade que levou chuva a grande parte do Estado no dia 25, também chegou a capital melhorando as condições do ar.
No registro de precipitação em julho do CPTEC/INPE, os maiores índices pluviométricos observados em Rondônia, valores entre 25 e 50 mm, foram registrados no vale do Guaporé e regiões de Ji-Paraná e Cujubim.
Para os meses de agosto e setembro, a previsão do CPTEC/INPE continua indicando chuvas abaixo da média climatológica, o que pode agravar ainda mais a forte estiagem na porção sul-amazônica. Mesmo os centros de pesquisas locais totalmente ausentes e despreocupados com a população local, enfocando que não teremos estiagem significativa, a visão de agora em muitas cidades, de rios quase secos e muitas minas minguando a fios d água, se faz presente e notória. Nem tudo o que dizem no papel se confirma com a realidade. Basta olhar a volta.
Dados: CPTEC/INPE Embrapa/Vilhena Corpo de Bombeiros/Ji-Paraná
Fonte: De olho no tempo Rondônia www.deolhonotempo.com.br
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