Terça-feira, 17 de março de 2009 - 09h12
Começa amanhã, na Escola Superior do Ministério Público da União, em Brasília, o julgamento simulado de lavagem de dinheiro, em que autoridades representarão procuradores e promotores, advogados de defesa, juízes, peritos, testemunhas, investigadores e acusados.
O programa inclui palestras de especialistas, com o objetivo de aprimorar o conhecimento de servidores que atuam no combate a esse tipo de crime. O público-alvo inclui policiais federais, membros do Ministério Público, juízes, representantes do Ministério da Justiça, do Coaf e estudantes.
Serão "julgados" quatro "réus" envolvidos em um suposto esquema de lavagem de dinheiro oriundo de narcotráfico. Na acusação estão a procuradora de Justiça Arinda Fernandes (MPDFT) e os procuradores da República Artur Gueiros (PR-RJ), Rodrigo de Grandis (PR-SP) e Deltan Martinazzo Dallagnol (PR-PR). A defesa será exercida pelo procurador da República Vladimir Barros Aras (PR-BA) e pelos procuradores regionais Maurício Gerum (PRR-4) e Wellington Saraiva (PRR-5).
O julgamento será presidido por juízes especializados, eles José Baltazar Jr., de Porto Alegre, e Jorge Gustavo Macedo Costa, de Minas Gerais. A "sentença" será proferida no dia 19.
A atividade é realizada em parceria com o MPF, com a Organização dos Estados Americanos (OEA) e com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), e tem o apoio da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça.
As palestras vão tratar do papel do Ministério Público no combate à lavagem de dinheiro, de casos práticos de recuperação de ativos, da interação entre autoridades jurídicas e investigativas num processo sobre esse tipo de crime. Os palestrantes brasileiros são membros do MPF, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça (DRCI/MJ).
Carlos Bautista Samaniego, da Fiscalia de la Audiência Nacional da Espanha, vai falar sobre a prova circunstancial em lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, entre outros temas. Cristian Caamaño, da Brigada Investigadora de Delitos Económicos da Polícia do Chile, apresentará técnicas especiais de investigação na perspectiva policial, além de tratar da investigação patrimonial. Gilberto Zuluaga, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, discute interrogatório, contrainterrogatório, oposições e incorporações de evidências.
Fonte: jornal Folha de São Paulo / Blog do Fred
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