Porto Velho (RO) domingo, 21 de outubro de 2018
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Jornalista e sociólogo Abelardo Jorge denuncia prisão ilegal e abuso de autoridade praticados pela P


"Na madrugada desta quinta-feira (12/04) fui vítima de coação, constrangimento ilegal, abuso de autoridade e prisão ilegal praticados por integrantes da Polícia Militar e da Polícia Civil de Rondônia, minutos após voltar do município Candeias do Jamari, onde estava em companhia de um radialista  e cumprimentei Dinho, um parente do deputado federal Lindomar Garçon, que estava numa lanchonete em frente à prefeitura. Depois, em companhia do mesmo radialista que reside no bairro do Roque, visitei a residência da ex-vereadora de Porto Velho, Maria das Graças". A denúncia é do jornalista, bacharel e sociólogo Abelardo Jorge, autor de quase uma dezena de matérias denunciando as delituosas práticas de rufianismo, prostituição e narcotráfico praticados por gays, prostitutas e vendedores de drogas, em frente e dentro do Texas motel, instalado na rua Miguel Chaquian, entre a Alexandre Guimarães e  a Rio de Janeiro, no bairro do Roque.

Portador de um diploma de nível superior e de vários cursos de extensão universitária, Abelardo Jorge transitava pela rua Miguel Chaquian quando foi abordado por uma patrulha da PM. Foi revistado. Mostrou documentos de identificação. Nenhuma irregularidade foi encontrada. Mas um soldado da PM ameaçou: "Se eu voltar e você estiver transitando nesta rua, vou te prender por desobediência e por vadiagem", disse.

Abelardo Jorge disse à reportagem que na seqüência os PMs chegaram em frente ao Texas motel. Passaram a revistar várias prostitutas. Havia suspeitas de que estavam consumindo drogas. Ao ouvir a voz de prisão dada a quatro prostitutas, jornalista foi até o local e começou a fazer anotações. A primeira viatura pediu a presença de uma outra comandada pela policial Poliana. Depois chegaram mais duas viaturas Anotando os dados para divulgação, Abelardo foi novamente abordado por outro PM. Foi algemado e conduzido a Central da Polícia Civil-PC. Lá, sem direito sequer a um telefonema ou a assistência de advogado ou de familiares, foi obrigado a ficar de cuecas e depois foi trancado até as seis da manhã numa fétida cela, onde estavam preventivados ou fugitivos do Urso Branco ou de outros presídios.

"Quem fizer busca nos jornais eletrônicos e inclusive em matérias publicadas em jornais impressos e no site da PM vai descobrir que fui eu o autor de várias matérias denunciando prostituição, bagunça, narcotráfico e variados crimes praticados em frente e dentro do Texas motel. Interessante é que as patrulhas da PM sempre pareciam desconhecer os crimes. Quando acionadas pelo 190, demoravam até quarenta minutos para comparecer ao local dos crimes. Ontem, com agilidade incrível para praticar coação, constrangimento ilegal, tratamento desumano e degradante, ameaças e abuso de autoridade, PMs me abordaram impediram a cobertura jornalística e me conduzindo à putrefada central da PC, onde consumaram os crimes calúnia e abuso de autoridade denunciados", disse Abelardo.

MOÇÃO DE APLAUSO PERDIDA

Em 2006, Abelardo Jorge foi o mentor de uma Moção de Aplauso apresentada pelo vereador Zequinha Araújo (PSDC) e concedida pela Câmara Municipal de Porto Velho à comandante-geral da PM, coronel Angelina Ramires. Mas jamais deixou de criticar as suspeitas de erros ou omissão ou prevaricação ou conivência ou colaboração de integrantes da PM em crimes, entre os quais o narcotráfico. Nas Corregedorias Gerais das PMs e em Varas Criminais de quase todos os estados do país existem processos criminais envolvendo integrantes da PM. Os crimes  variam desde a formação de esquadrões de extermínio, narcotráfico, facilitação da fuga de presos até aos mais variados capitulados na legislação penal. "A coação, constrangimento ilegal, prisão ilegal, ameaças e abuso de autoridade serão denunciados Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Porto Velho/CNBB, e  Ministério Público do Estado, Ministério Público Federal/Procuradoria da Republica em Rondônia e à Corregedoria da PM e ONGs transnacionais de defesa dos Direitos Humanos. Espero providências na área de competência da comandante-geral da PM, coronel Angelina Ramires. Continuadas ações criminosas similares da PM podem macular a Segurança Pública e o governo Ivo Cassol. Há muito jornalistas são presos ilegalmente, colocados em masmorras, seqüestrados e barbaramente mortos por integrantes das forças policiais, mediante ordem de governantes criminosos ou de pessoas que manejam ilegalmente milhões de verbas públicas e que têm  interesse em silenciar a imprensa", disse Abelardo Jorge.

"A PM não possui nem poder, nem prerrogativa de impedir qualquer cidade do direito de ir, vir e ficar. Essa prerrogativa é do Poder Judiciário. Os PMs ameaçaram me prender sob alegação de desobediência e vagabundagem. Mas enquanto gastavam dinheiro, combustível, papel, e tempo pago com o dinheiro dos contribuintes e eleitores, talvez centenas ou milhares de pessoas não tiveram as ocorrências ou pedidos de socorro atendidos porque várias viaturas estavam envolvidas na prática de abuso de autoridade e coação ilegal praticados pela PM", reiterou o jornalista e sociólogo.

Abelardo Jorge também considerou no mínimo "estranhável"  que mesmo após apresentar credencias e cópia autenticada de diploma de nível superior não tenha sido apresentado ao delegado plantonista. Tenha sido impedido de dar um telefonema e ainda tenha sido impedido de ir e vir durante mais de cinco horas jogado dentro de uma cela da Central da Polícia Civil.

"Devo lembrar aos colegas da imprensa falada, escrita e televisada que o silêncio diante dos crimes praticados pelas forças policiais significam mais do que supressão dos Direitos e Garantias Individuais e Coletivos. Significam crimes que podem culminar com a formação dos esquadrões da morte, os mesmos sucessivamente denunciados pela Igreja Católica, Cruz Vermelha, Anistia Internacional e Organizações Não Governamentais-ONGs de Defesa dos Direitos Humanos", disse.

Abelardo concluiu ao afirmar o seguinte: "A comandante Angelina Ramires pode até desconhecer de quem partiu a ordem de prisão ilegal e abuso de autoridade, mas jamais poderá silenciar ou deixar de adotar as providências correcionais cabíveis, inclusive o afastamento das funções e prisões dos envolvidos, sob pena de figurar como omissa ou prevaricante diante dos crimes. E é prerrogativa do governador Ivo Cassol a substituição imediata dos colaboradores que mancham o nome do seu governo com praticas criminosas ou plágio de ações praticadas nos porões, masmorras e prisões da Ditadura Militar, quando jornalistas, parlamentares e artistas foram perseguidos, banidos,  exilados e mortos por bandidos travestidos de defensores da lei, violadores da ética cristã e inimigos dos Direitos Individuais e Coletivos", concluiu Abelardo Jorge.

Fonte: Abelardo Jorge

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