Sexta-feira, 29 de outubro de 2010 - 14h41
O deputado estadual reeleito Jesualdo Pires (PSB) protocolou requerimento solicitando informações do Governo do Estado quanto à concessão de incentivos fiscais à Indústria de cimentos Votoratim Rondônia e formalizou ainda pedido de esclarecimentos por parte da Indústria que está sendo acusada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil – Sinduscon-RO de não cumprir acordos de fornecimento do produto para as empresas de construção Civil no Estado. A Votorantim estaria priorizando as obras da construção das hidrelétricas do rio Madeira e, com isso, desguarnecendo o mercado e inviabilizando inúmeras obras em Rondônia. Outra situação reclamada pelo setor é quanto ao preço do cimento produzido no Estado. Mesmo gozando de isenção fiscal oferecida pelo Governo, o produto seria uma dos mais caros do País.
Conforme Jesualdo, a instalação da fábrica da Votorantim em Rondônia era para ser uma solução e acabou tornando-se um grave problema para o setor.
O deputado ressaltou que além dos documentos encaminhados ao Poder Executivo Estadual e para a diretoria da Votorantim, também está mobilizando os demais deputados com a intenção de convocar a diretoria para prestar esclarecimento na Assembléia Legislativa e, caso, ficar evidenciado a prática comercial abusiva e contrária aos objetivos propostos pela lei de concessão de Isenção Fiscal, será pedido o cancelamento imediato do incentivo e a abertura de uma CPI para investigar a atuação da empresa no mercado rondoniense.
“O preço do cimento praticado por essa empresa aqui é bem superior ao que ela própria pratica em Cuiabá, onde também tem fábrica. Não se justifica essa prática e, por isso, vamos mobilizar os demais deputados para averiguar esta situação e se for necessário iremos pedir o cancelamento dos incentivos, pois, neste caso a indústria não estaria atendendo os objetivos propostos inicialmente”.
Jesualdo Pires informou que empresas do setor têm questionado também as propriedades de fabricação e composição do cimento produzido em Porto Velho, onde a qualidade seria mais baixa do que a produzida em outros Estados. “O cimento daqui estaria sendo produzido em CP IV, que é para consumo das Usinas do Madeira, quando deveria estar sendo produzido em CP II específico para obras de construção civil.
“Por conta disso, as empresas instaladas em Porto Velho e em outras cidades estão comprando cimento em Brasília e o mesmo chega aqui mais barato do que o fabricado aqui e com mais qualidade, mesmo com a distância de 2.600 quilômetros. E mais: o cimento Nassau que é produzido no Amazonas é vendido em Rondônia pelo mesmo preço do fabricado aqui. Há indícios fortes de que algo errado está acontecendo”, concluiu.
Fonte: Ascom
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