Porto Velho (RO) sábado, 7 de dezembro de 2019
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Hidrelétricas: Amorim prega consenso para viabilizar usinas no rio Madeira


A compatibilização técnica das resoluções do Ministério do Meio Ambiente e das Minas e Energia para viabilizar a concessão da licença ambiental às usinas do rio Madeira – Jirau e Santo Antônio – investimentos incluídos até no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, é o que está sendo proposto pelo deputado federal Ernandes Amorim (PTB) como forma de resolver o embate político entre as pastas.

A proposta foi encaminhada por Amorim à Comissão de Minas e Energia, da qual é titular, logo após a fala da ministra Marina Silva (Meio Ambiente), na Comissão da Amazônia. Questionada pela presidente da Comissão, deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), sobre a demora na liberação da licença das usinas do rio Madeira, a ministra reiterou um suposto  impacto na reprodução de peixes, "inclusive a dourada, que representa o sustento de mais de 10 mil famílias no Amazonas".

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, nega essa possibilidade e diz ter parecer técnico provando o contrário e deu um prazo até o próximo mês para que a  licença seja liberada,  caso contrário,  alega que buscará alternativas como  construção de  usina nuclear e termoelétricas.

Amorim acredita que a compatibilização dos estudos de viabilidade com as resoluções ambientais, de forma técnica, vai  resolver o embate e favorecer o investimento dentro dos preceitos de sustentabilidade como quer o presidente Lula.

"Não adianta radicalismo. Daqui a pouco vão querer fazer uma usina a carvão já que temos muita matéria prima na região. Os investimentos no rio Madeira vão promover o crescimento econômico, de forma sustentável, como quer o Governo Federal. Nós sabemos que há pressões de Ong's e interesses internacionais em inviabilizar esse empreendimento mas que o governo vai chegar num consenso, e respaldado nos pareceres técnicos e na legislação será concedido a licença", acredita Amorim.

Segundo ele, a Comissão de Minas e Energia agendou para a próxima semana – logo após o feriado – uma audiência pública para discutir a questão energética no país, principalmente o complexo rio Madeira, com a participação dos presidentes da Anell, Gerson Kelman; Ibama, Marcos Barros; Cláudio Langoni, secretário executivo do Meio Ambiente; Nelson Moreira, secretário executivo de Minas e Energia; Evandro Coura, presidente da Associação Brasileira de Concessionária de Energia Elétrica; Luis Fernando  Viana, presidente da Associação dos Produtores Independentes de Energia; Abjarma Azevedo coordenador de Meio Ambiente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia Elétrica;  Armando Monteiro, presidente  da CNI; João Carlos de Luca, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás; e, Luis André, do Instituto Brasileiro de Siderurgia.
 
Fonte: Yodon Guedes
 

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