Quarta-feira, 8 de agosto de 2007 - 17h17
Trabalhadores em educação mantém vigília dentro da Assembléia
Legislativa e vão passar mais uma noite na Casa de Leis
Os trabalhadores em educação do estado, em greve desde segunda-feira, mantém a vigília que realizam na Assembléia Legislativa. Cerca de cem professores e funcionários de escolas estão há mais de 24 dentro da Casa de Leis e decidiram passar mais uma noite no local. A categoria protesta contra a aprovação de leis que retiram direitos dos servidores, e quer a abertura de negociação da pauta de reivindicações.
A greve atinge, em média, 60% das escolas em todo o Estado. O maior índice de adesão é registrado em Cacoal, onde 90% da categoria paralisaram as atividades. Em Porto Velho alguns diretores de escolas estão tentando tumultuar o movimento. A diretora da Escola Barão do Solimões tenta responsabilizar o movimento pela gestão desastrosa. Para isso, tentou culpar um professor por danos a um bebedouro que já estava quebrado há muito tempo.
Professores da escola Barão do Solimões denunciam que praticamente não há administração na unidade, visto que os banheiros estão quebrados, a sujeira e a desordem tomam conta da escola, e a diretora só se preocupa em reprimir os professores e funcionários.
A diretora da Escola Roberto Pires também tenta desacreditar a greve e reprime os trabalhadores que tentam exercer o seu direito de reivindicar. "Ela está entre os apadrinhados políticos que foram beneficiados com reajuste de até 116%. Por isso está contra os trabalhadores em educação", disse uma professora que preferiu não se identificar devido à disposição do governo de perseguir servidores através de diretores de escolas.
Na manhã desta quarta-feira o governador Ivo Cassol recebeu no Palácio Getúlio Vargas uma comissão de 18 deputados, mas, segundo o relato de alguns, Cassol zombou dos parlamentares e disse que os cofres públicos não suportam reajustes de salários. Participaram da reunião os deputados Ribamar Araújo, Valter Araújo, Maurinho, Amauri dos Santos, Luiz Cláudio, Professor Dantas, Kaká Mendonça, Ezequiel Neiva, Wilber Astir, Jesualdo Pires, Tiziu, Luizinho Goebel, Maurão de Carvalho, Daniela Amorim, Neri Firigolo, Neodi Oliveira e Jair Mioto.
Os argumentos do governo para negar reajuste são inconsistentes, visto que o governo concedeu 73% de aumento para secretários de Estado, até 116% para diretores de escolas e outros cargos comissionados, e criou quase seis mil cargos comissionados, de livre nomeação, sem concurso público. "Tudo isso é dinheiro dos cofres públicos, mas o governo insiste em privilegiar algumas classes, discriminando os demais servidores", disse Claudir Mata, presidente do SINTERO.
Fonte: Adércio Dias
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