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Governo vai esvaziar CPI do Apagão no Senado


Agência O Globo BRASÍLIA - Sem instrumentos regimentais para barrar a CPI do Apagão Aéreo no Senado, o governo pretende investir no seu esvaziamento, acelerando o início das investigações sobre o caos nos aeroportos na Câmara. A estratégia será facilitada pela perspectiva de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir, quarta-feira, pela instalação da CPI da Câmara. As duas CPIs deverão ser instaladas na mesma época, possivelmente na primeira semana de maio. Os governistas descartam uma dupla investigação no Congresso sobre o caos no sistema aéreo e sobre suspeitas de irregularidade na Infraero. A resistência de setores do PSDB na Câmara em apoiar a investigação no Senado pode, involuntariamente, reforçar a tese governista. - Se a CPI da Câmara sair, a do Senado naturalmente deve perder força - aposta o líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES). Também na reunião de líderes marcada para esta terça-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), deverão fazer um último alerta à oposição sobre os inconvenientes da dupla investigação sobre um mesmo tema. - Tecnicamente, as duas CPIs podem ser instaladas, mas essa overdose de investigação é totalmente desnecessária - argumenta Jucá. Os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acreditam que podem esvaziar a CPI do Senado com ausências, impossibilitando o quórum para votações. E contam também com a dificuldade da oposição no Senado de escalar bons nomes para o trabalho. Uma CPI no Senado tem 13 integrantes titulares e, na atual composição da Casa, os governistas seriam sete e a oposição, seis, incluindo um do PDT. Para o líder do DEM, senador Agripino Maia (RN), a instalação da CPI no Senado é irreversível. Ele já tem, inclusive, os três nomes que poderá indicar para a comissão: Demóstenes Torres (GO), César Borges (BA) e Romeu Tuma (SP). Também faz planos de reivindicar a relatoria da comissão. A oposição não quer a presidência, já que o presidente não vota: - A CPI será instalada, tenho certeza disso. E a oposição quer ficar com a relatoria. Tucano nega acordo por cargos na comissão Há quem acredite que o governo não facilitará acordo algum no Senado e poderá, inclusive - dentro da tática de esvaziar a CPI na Casa - partir para o confronto, tentando ficar com o comando total da comissão. Na Câmara, onde dispõe de uma maioria mais folgada, essa hipótese é mais provável. O líder do PSDB, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), negou as especulações de que já teria feito um acordo com os governistas para garantir uma das vagas de comando para os tucanos. - Como essa é a primeira CPI desta legislatura, não sei se o governo vai respeitar a tradição da Casa, que prevê o revezamento na indicação para o comando dos trabalhos na comissão. O que posso assegurar é que não negociei nada - disse Pannunzio. ( Leia a íntegra da reportagem no Globo Digital)

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