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GillettePRESS: Dia da Independência do Brasil


"A Pátria não é ninguém, são todos: e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à idéia, à palavra, à associação. A Pátria não é um sistema, nem uma seita, nem uma forma de governo: é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da justiça, da língua e da liberdade." - Rui Barbosa
Dia da Independência do Brasil
Tornar o Brasil independente de Portugal era um sonho antigo de muitos brasileiros. Na tentativa de concretizar esse sonho, houve, durante o período colonial, diversas rebeliões contra a dominação portuguesa. Por fim, a independência foi realizada por pessoas que já estavam no poder. O príncipe D. Pedro e os grandes proprietários rurais do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais formavam a liderança, que dirigiu o processo da independência.
- Quais eram os principais interesses desses homens? - Primeiro, desejavam manter a estrutura social e econômica brasileira baseada no trabalho escravo e na agricultura de exportação de produtos tropicais. Segundo, esses homens queriam continuar controlando o território nacional. Sua intenção era evitar que o Brasil se dividisse em províncias independentes.
Reconhecimento internacional
Para se realizar totalmente, a independência precisava ser aceita pelos governos dos demais países do mundo. A princípio, as nações latino-americanas não queriam reconhecer a independência brasileira, porque o Brasil continuava a ser uma monarquia comandada por um imperador português. Diferentemente do Brasil, as nações latino-americanas se tornaram independentes e adotaram a república como forma de governo.
A resistência dos países latino-americanos acabou sendo vencida com o tempo. Os EUA foram o primeiro país a reconhecer a independência brasileira, em 1924. Eles foram contra o domínio colonial europeu na América, e, queriam espalhar sua influência sobre o continente americano. Por isso, defendiam o lema "A América para os americanos".
Em 1825, o México reconheceu a independência Brasileira.
Indenização
Na verdade, o que eles queriam era a América para os EUA. Portugal, também,  não queria aceitar a independência brasileira. Porém, com a ajuda da Inglaterra, os dois países chegaram a um acordo: Portugal reconheceria a independência, e, o Brasil em troca pagaria 2 milhões de libras esterlinas (moeda inglesa). Além disso, D. João VI receberia o título honorário de imperador do Brasil. Isso aconteceu em 1825.
Para pagar a indenização para Portugal o Brasil pediu um empréstimo à Inglaterra. Assim, o Brasil aumentava a sua dívida externa, e a Inglaterra conseguia lucros com a transação. Depois do reconhecimento da independência pelos portugueses, veio o reconhecimento oficial da Inglaterra e dos demais países europeus.
Para refletir
"Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."
" Independência ou Morte !". - Dom Pedro I  ("Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon").
Meandros da Independência
Durante o século XVIII, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% da produção. Essa taxação "altíssima", "absurda", era chamada de "O Quinto". E, recaía, principalmente, sobre nossa produção de ouro. O Quinto era tão odiado pelos brasileiros que foi apelidado de "O Quinto dos Infernos". A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os quintos atrasados de uma única vez, no episódio conhecido como Derrama. Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira, que teve seu ponto culminante no enforcamento do líder Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. (Há quem diga, aliás, que ele nunca foi  herói, nem mártir, porcaria nenhuma. Que o malandro era um rico empresário  que só queria sonegar impostos...) - Mas isso é uma outra história.
Essa narrativa me fez pensar no presente. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano em 38%, praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.
Atualmente, a carga tributária é, praticamente, o dobro do daquela época da Inconfidência Mineira, ou seja, pagamos, hoje, “Dois Quintos dos Infernos!”
- A estória acima (Meandros...) me foi enviada pelo promotter das artes Márcio Bortollette, e esclarece algumas coisinhas que (mal)aprendemos quando, em criança, estudámos a história da independência brasileira.

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