Porto Velho (RO) domingo, 15 de dezembro de 2019
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GillettePRESS comenta 'SUSTO'


 

 

 

 

Susto
Numa reação desproporcional, o Exército tomou de assalto, domingo, com suas tropas,  a área destinada à construção do Teatro Estadual de Rondônia, na Avenida Farquhar, na região próxima à Esplanada das Secretarias, como se Porto Velho estivesse sendo invadida por um país vizinho, ou assediada por forças extraterrestres.

 

Saudades
Com sua força bruta, lembrando que não esqueceram dos tempos da ditadura, os militares protagonizaram uma verdadeira palhaçada: com seus fuzis e metralhadoras apontadas para as ruas próximas eles,  só teriam carapanãs para combater naquela noite de domingo (21), já que  ninguém se atreveu passar naquelas proximidades. Nem os supostos "inimigos", nem a população assustada.

 

Força bruta
Falta  articulação, seriedade e limites ao atual comando da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Porto Velho. O que poderia ser resolvido com, apenas,  um mandado judicial, já que a área tomada de assalto pelo comboio militar, realmente,  pertence ao Exército, acabou sendo decido pela truculência e atitudes desproporcionais.

 

Falta de trabalho
Se os militares querem se exercitar com guerra, que vão combater o tráfico internacional na fronteira desprotegida de Rondônia com a Bolívia, o contrabando de pedras preciosas em Roosevelt, ou, até mesmo, que se integre às forças de segurança para ajudar reduzir a criminalidade no estado. No mais, combater a construção de um teatro, só porque a doação da área, ainda, não foi definida (já autorizada, verbalmente,) pelo Ministério da Defesa, é o fim da picada.

- Que trapalhões... (FONTE/AUTOR: Carlos Sperança/ gentedeopinião)

- Eu tenho a mesma opinião.

Não-governamentais... ?
Objeto de investigação da nova Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado, as organizações não-governamentais receberam R$ 1,8 bilhão do Governo Federal, de 1.° de janeiro a 6 de outubro, deste ano. O valor é alto, mas ainda é um pouco menor que a média de repasses dos últimos sete anos que o governo federal fez às instituições sem fins lucrativos (!?).

Outras enrolações 

CPI do Orçamento - A investigação do início dos anos 1990 detectou um esquema fraudulento no orçamento da União envolvendo, entre outras coisas, o repasse de verbas públicas por meio de emendas parlamentares a entidades sem fins lucrativos (?) de parentes de  deputados e laranjas. A verba repassada era desviada para a conta dos políticos envolvidos.

ONGs da Amazônia
Instalada em 2001 para detectar problemas nas organizações não-governamentais na Amazônia Legal, descobriu-se casos de irregularidades no trabalho de ONGs. E, um dos resultados desta CPI foi o projeto que traz determinações sobre a ação das ONGs no país. Aprovado no Senado, o projeto aguarda apreciação na Câmara dos Deputados há quase três anos.

CPI da Terra
Criada para investigar a questão da distribuição de terras no país, a comissão parlamentar detectou problemas entre a associação da União com entidades sem fins lucrativos (?) que deveriam favorecer o trabalho de reforma agrária no Brasil.

CPI das Sanguessugas
Instalada em 2006, descobriu que instituições sem fins lucrativos (?) estavam envolvidas no esquema ilegal de superfaturamento de ambulâncias. Do último mandato de Fernando Henrique Cardoso e o primeiro do presidente Luiz Inácio da Silva, foram transferidos R$ 33 bilhões a instituições dessa natureza.

Sorte delas
Auditoria do Tribunal de Contas da União, no fim de 2006, concluiu que 54,5% da verba total repassada às instituições investigadas, cerca de R$ 82 milhões foram desviados para propósitos diferentes do acordo original.

Os órgãos federais demoram de 4 a 5 anos para concluir um relatório de auditoria de parcerias com instituição do terceiro setor. E, quando o TCU toma conhecimento de um problema, a entidade não existe mais.

Legado de dívidas
Um mar de dívidas é a herança deixada pelo tenor italiano Luciano Pavarotti, falecido em 6 de setembro. A conta corrente de Pavarotti está negativa em 11 milhões de euros. O tenor teria tomado empréstimos no valor de 7 milhões de euros, deixando um passivo de 18 milhões de euros (R$ 46 milhões) a ser pago pelos seus herdeiros. A fortuna de Pavarotti já foi estimada entre 30 e 200 milhões de euros (R$ 77 milhões a R$ 512 milhões) pela imprensa italiana.

Garantias

Mas, nem só contas no vermelho foram deixadas por Pavarotti: sob a guarda do mesmo banco onde o tenor deixou as dívidas estão títulos acionários no valor de 20 milhões de euros.  A confusão continua com o fato de Pavarotti ter registrado três testamentos diferentes. Além das ações, o tenor deixou de herança três apartamentos e obras de arte nos EUA, além de uma mansão em Pesaro, no litoral adriático da Itália e um apartamento em Monte Carlo. Os bens nos EUA deverão ser revertidos à segunda esposa do tenor, restando às outras três filhas apenas os bens na Itália.

Brasil perde Jorge
A família do escritor Jorge Amado informou que o seu acervo, com mais de 250 mil peças poderá ser doado a uma universidade norte-americana, por falta de recursos para preservá-lo no Brasil. Um neto do escritor, João Amado, fez a declaração numa entrevista para televisão.

João lembrou que o que está para acontecer com seu avô é algo diferente do que acontece com outras personalidades. "Meu avô recebeu homenagens em vida, mas agora todo mundo o esqueceu", afirmou João Amado.

Eles são espertos
A universidade de Harvard teria demonstrado interesse em receber e preservar o acervo composto de prêmios, documentos cinematográficos e fotográficos de sua obra, e os originais dos livros traduzidos em 19 idiomas, entre outros.

 

Ao pé da árvore
Atualmente, o acervo de Jorge Amado está dividido entre a Casa de Cultura de Salvador, na capital da Bahia, e na residência em que o escritor e sua esposa, a também escritora Zélia Gattai, receberam personalidades da política e da literatura de todo o mundo.

Com freqüentes internações hospitalares por complicações de saúde, a viúva de Jorge Amado deixou a alguns anos de cuidar da casa do Rio Vermelho, onde também estão as cinzas do escritor enterradas ao pé de uma grande árvore.

Para refletir
"As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente pelos nazistas? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas no mundo ainda destroem os campos e as cidades?"  - Jorge Amado

Fonte: roquevha@hotmail.com

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