Segunda-feira, 4 de outubro de 2010 - 14h13
Promover cursos de capacitação em administração judiciária para 50% dos mais de 15 mil magistrados brasileiros. Essa é a Meta 8, proposta pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no início do ano. Para cumprir esse objetivo, o próprio CNJ e a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento da Magistratura (Enfam) realizam o curso de Administração Judiciária, que teve início na semana passada.
A adoção de metas e objetivos por magistrados é um dos principais benefícios do curso, que é realizado em ambiente virtual de educação à distância. Um dos módulos da formação, o de gestão de cartórios, foi elaborado pelo desembargador Marcos Alaor Diniz Grangeia, vice-presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia. Para o magistrado, os códigos de processo civil e processo penal são, em regra, mapas estratégicos legislativos idealizados para dar rápida solução aos casos. Entretanto, esses mapas têm gerado retardo na solução de conflitos e a sociedade exige uma justiça rápida e eficiente.
Uma das alunas do curso é a juíza Deisy Ferraz, titular da 1ª Vara Cível da comarca de Ariquemes, a cerca de 200 quilômetros da capital de Rondônia. Mesmo que a capacitação esteja ainda no início, para ela, já é possível apreender que se trata de um conteúdo rico de informações voltadas para o estímulo do magistrado no tocante à gestão de pessoas, liderança e métodos de trabalho que permitem acentuadas melhorias nas rotinas cartorárias. "Isso fatalmente influenciará na resolução dos feitos em menor tempo", destaca a juíza.
No ambiente de estudo virtual, o aluno-magistrado dispõem de que ferramentas que auxiliem na apreensão do conteúdo. "É um ambiente moderno, de conteúdo sintético e objetivo", avalia Deise Ferraz. Nesse espaço, o aluno tem acesso a textos e vídeos em complementação ao conteúdo. Ainda, existem os fóruns para contato com outros juízes de todo o país, o que possibilita a troca de ideias e experiências.
Para a juíza da Justiça de Rondônia, o estabelecimento de objetivos e metas constituem um marco inicial para um processo de gestão. "Na minha opinião o magistrado deve conhecer a dinâmica dos processos de trabalho e os servidores com quem trabalha, bem como se inteirar dos processos de trabalho até então arraigados no seu cartório", defende. Para ela, só após esse envolvimento com os processos, é possível traçar objetivos e metas com vistas a chegar no cenário pretendido.
A magistrada aponta um exemplo de como a gestão do cartório pode melhorar e agilizar a entrega da prestação jurisdicional aos cidadãos: o mapeamento de processos, a padronização de rotinas e a liderança voltada para potencializar as atividades desenvolvidas pelos servidores são algumas mudanças que podem influir diretamente na realização do serviço na Justiça. "Afinal, os feitos não andam ou não andam como nós gostaríamos que andassem se não tivermos servidores estimulados e voltados para os objetivos", afirmou.
Fonte: Ascom
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