Sexta-feira, 26 de junho de 2009 - 18h07
Representando o prefeito Confúcio Moura, o secretário da Agricultura de Ariquemes, Adelino Follador, disse durante a audiência pública promovida pela Assembléia Legislativa de Rondônia em Ariquemes, sobre a Reforma do Código Florestal, que o Governo Federal deve assumir a sua responsabilidade em relação ao desmatamento e aos danos ambientais causados à Amazônia.
Segundo ele, acerca de 20 o Governo Federal estimulava o desbravamento da Amazônia, e até financiava a derrubada da floresta, dando a entender que aquela política era definitiva e que o Poder Público dependia da ação do homem para caracterizar a ocupação, e demonstrar ao mundo que a Amazônia tinha dono.
Follador lembrou que os tempos são outros e que todos devem se unir em defesa do meio ambiente, só não pode acusar os produtores rurais como responsáveis únicos pelo tipificado dano ambiental à Região Norte. Todos somos responsáveis, e principalmente o Governo Federal, disse ao lembrar-se da criação do chamado Fundão do IBAMA, um instrumento fiscal que recolhia fundos das madeireiras para aplicar em reflorestamento, o que não ocorreu, segundo ele, e tão pouco esses recursos foram devolvidos.
Fazendo coro com o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Neodi Carlos (PSDC), ele disse que, no âmbito local, o Estado de Rondônia cumpriu o seu papel, quando aprovou o Zoneamento Socioeconômico e Ecológico do Estado, e por isso merece respeito. Para Adelino Follador, os estudos realizados sobre fauna, flora, recursos minerais, florestais, etc, e todos os instrumentos legais instituídos a partir desses conhecimentos, devem servir não apenas como subsídio, mas ser diretamente inserido no novo Código Florestal Brasileiro em discussão no Congresso Nacional.
Adelino Follador foi enfático ao defender a realização das audiências públicas que estão sendo promovidas pelo Legislativo estadual, porque na pior das hipóteses servem para colocar o assunto em discussão. Para ele, da forma como estão prescritas não há como cumprir as exigências estabelecidas no atual Código Florestal Brasileiro, daí a importância de se discutir e apresentar o que Rondônia já tem de proposta. O governo federal estendeu a questão de forma igualitária para o Brasil, sem considerar que Rondônia, por exemplo, tem um programa acabado de zoneamento socioeconômico e ecológico, e é por isso que precisamos entrar neste debate, disse o secretário da Agricultura de Ariquemes.
Follador afirmou que como cidadão e produtor é um dos prejudicados diretamente pela política descontrolada em relação ao meio ambiente, e lembrou que o próprio Estado de Rondônia e seu município, como todos de resto, enfrentam um momento econômico delicado, e esse cenário é reflexo da política realizada pelo Governo Federal no passado. O governo federal incentivou os agricultores ocuparem as áreas e desmatar 50% da floresta, depois limitou este percentual em 20%, e quem quiser que se adapte ou pague caro por isso, disse ressaltando que nenhum pequeno ou médio produtor que já tem tantas dificuldades dispõe recurso para reflorestar aquilo que o Governo mandou derrubar, e por isso precisa ser ouvido e apoiado.
Fonte:Cleuber Rodrigues Pereira
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