Quinta-feira, 2 de setembro de 2010 - 20h24
A senadora Fátima Cleide (PT-RO) disse no Plenário nesta quinta-feira (2) que panfletos com informações preconceituosas contra a parlamentar estão sendo distribuídos em Rondônia. O material contém críticas pelo fato da senadora defender os direitos humanos. A senadora explicou que o panfleto não oficial usa de maneira enganosa o Brasão da República, como se tivesse sido elaborado pela Casa Civil da Presidência da República.
- O panfleto apresenta o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, interpretando cada um de seus pontos de maneira absurdamente manipulada e desrespeitosa a qualquer princípio de direitos humanos - disse a senadora.
Fátima Cleide afirmou ainda que o panfleto é assinado por "um certo pastor" que prega o preconceito, a discriminação, a intolerância religiosa e a agressão moral e física a homossexuais, índios e negros.
- Trata-se de um atentado aos direitos humanos perpetrado de forma sórdida, com interesses eleitoreiros. O fundamentalismo religioso é uma das piores formas de intolerância, por traduzir a visão de que os conceitos são absolutos e atemporais - declarou.
Na opinião da senadora, a evolução da defesa dos direitos humanos é um avanço histórico de toda a Humanidade e seus princípios constam de diversos tratados e acordos internacionais, como a Carta das Nações Unidas (1945), a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), o Pacto Internacional dos Direitos Civis (1966), a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (1979), a Declaração do Milênio das Nações Unidas (2000) e a Declaração e o Programa de Ação da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata (2001), entre outros.
Também circula em Rondônia, de acordo com Fátima Cleide, um documento apócrifo que informa erroneamente que o PLC 122/06 libera o chamado "casamento gay". Relatora da matéria, a senadora informou que o projeto não trata da união estável entre homossexuais, mas sim do direito desse segmento social (e de outras minorias) à proteção contra a discriminação e o preconceito.
- Quero dizer àqueles que pregam que a senadora Fátima é o demônio em pessoa, quero dizer a eles e à população do meu estado que eu não nego a minha história. Pelo contrário, eu acredito que a minha história dará orgulho aos meus descendentes. E eu já os tenho: tenho três filhos, sou casada e tenho dois netos. Sofro o preconceito por ser mulher; sofro o preconceito por ser trabalhadora. Mas me orgulho da minha história, porque eles não podem falar que eu não tenho lutado pelo meu estado - afirmou a senadora.
Fonte: Ascom
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