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Explorar gás nacional e não depender da Bolívia é a solução, diz senador


Heráclito Fortes defende a extração de gás brasileiro e utilização da riqueza que o País tem hoje
 
BRASÍLIA, 16 de Abril - A crise no mercado do gás natural que o Brasil vive hoje já chegou ao limite para alguns parlamentares. Além dos prejuízos financeiros que uma empresa do porte da Petrobras vem tendo, há também o desgaste moral para mercado brasileiro. Essa afirmação foi feita pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI) durante discurso no plenário do Senado Federal, dia 11 de maio.

Segundo o parlamentar, que é membro titular das comissões de Infra-Estrutura, Relações Exteriores e Meio Ambiente, as reservas de gás natural existentes no Brasil têm de ser exploradas e utilizadas. "Temos que trabalhar com nossas riquezas, trabalhar com o que temos", disse o senador que também é contra a construção do gasoduto que interligaria Venezuela ,Brasil, Uruguai e Paraguai.

Conforme informações da Agência Nacional de Petróleo (ANP) atualmente existem aproximadamente 350 milhões de metros cúbicos de gás natural em reservas brasileiras ainda não exploradas na terra e no mar. Somente na Bacia de Solimões, na Amazônia, há aproximadamente 54 milhões de metros cúbicos de gás natural em terra. No Sudeste, as Bacias de Santos e de Campos, somam hoje quase 170 milhões de metros cúbicos de gás no mar. 

"Enquanto não extrairmos o nosso, que é farto, importaríamos de outros países. Mas, temos de explorar o gás vindo do Espírito Santo, Nordeste, Amazônia e ainda Paraná, Ceará e Sergipe", defende o senador. 

Na Região Norte, uma das possibilidades de utilização do gás natural brasileiro para alavancar a economia nacional pode ser consolidada por meio da construção do gasoduto Urucu-Porto Velho, segundo o senador Valdir Raupp (PMDB-RO). Por já estar com as autorizações ambientais em ordem, o empreendimento seria capaz de atender as principais demandas de abastecimento e fornecimento de gás. O deputado Moreira Mendes (PPS-RO) que busca junto ao governo federal a autorização final para a instalação do gasoduto, a obra acredita que com seu funcionamento o Brasil e a Região Norte, só tem a ganhar economicamente. "Ele representará um salto de qualidade nas possibilidades econômicas de Rondônia e Acre", disse

Com uma visão mais crítica, o senador Valter Pereira (PMDB-MS), atribui a atual crise às duas últimas administrações. Para ele, se os presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva tivessem investido na infra-estrutura brasileira para produção do produto, atualmente o Brasil não seria refém da Bolívia.

Outro senador, Edison Lobão (PFL-MA), afirmou que o Brasil sobrevive sem o gás da Bolívia e quem não pode perder o mercado brasileiro são eles, os bolivianos. "Se nós, amanhã, gastássemos um pouco mais importando gás de outros paises e fechássemos a torneira, a
Bolívia quebraria", argumentou.

Segundo ele, não é conveniente romper relações com o país de Evo Morales, mas será preciso agir com firmeza na defesa dos interesses nacionais. "O que nós precisamos agora é tomar conta dos nossos verdadeiros interesses. A Bolívia é que está em situação de dificuldade, não nós", completou.
 

FONTE: Bianca Lemos 

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