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Expedição do Pacífico enfrenta dificuldades


A caravana precursora do Governo do Estado intitulada "Fronteiras do Progresso", que partiu de Porto Velho na manhã do último sábado (22) em direção aos portos de Ilo e Matarni, no Peru, está enfrentando sérias dificuldades para chegar ao destino, no Oceano Pacífico. "Além das baixas temperaturas, estradas ruins e do tempo constantemente nublado e chuvoso, os hábitos alimentares são muito diferentes: não encontramos nem um cafezinho quente por aqui", relatou o capitão Seixas, policial militar que comanda a equipe.

Os militares e técnicos do governo, além de um cinegrafista, estão percorrendo o mesmo caminho por onde passará, no final do mês de outubro, a expedição organizada pelo Governo do Estado. Liderada pelo governador Ivo Cassol, a missão terá como objetivo lançar as bases de uma operação de intercâmbio comercial entre Brasil e Peru, numa plataforma de exportações operada a partir de Porto Velho.

Prevista para durar dez dias, entre ida e volta, a caravana encontrava-se na manhã desta quarta-feira, quinto dia de viagem, na cidade de Cuzco, na Cordilheira dos Andes, no Peru, berço da civilização Inca. No topo da cordilheira, a 4.000 metros de altitude, Cuzco está a cerca de 1.500 quilômetros de Porto Velho, cerca da metade do caminho a ser percorrido até o final do trajeto (e ainda tem a volta). "Por se tratar de um grande centro turístico, Cuzco possui boa estrutura hoteleira, pois recebe visitantes do mundo inteiro. Fora isso praticamente não existem bons hotéis nem restaurantes no caminho", disse o capitão.

Estradas estreitas e muito frio – o maior problema enfrentado pela caravana, no entanto, tem sido as condições das estradas peruanas, que estão sendo recapeadas nesta época do ano, devido às chuvas e à neve que se aproxima. Como a estrada é muito estreita, onde não passam dois caminhões ao mesmo tempo, em muitos trechos o tráfego de veículos fica fechado durante horas, às vezes o dia inteiro, sendo liberado somente à noite, o que torna a viagem mais perigosa ainda. Praticamente não existem pontes, e os carros precisam passar literalmente dentro d'água.

Outro fator complicador, segundo o capitão Seixas, é a alimentação dos peruanos, completamente diferente dos brasileiros: "no Peru não existe cafezinho, pão francês, nem arroz e nem feijão. Carne bovina é um artigo raro, aqui eles tomam leite de lhama, o pão é seco igual pão sírio e a base da alimentação é batatas com frango, tipo um sopão. Outro problema é a altitude, que causa falta de ar, muito cansaço e frio, além de prejudicar o rendimento dos motores das camionetes", disse ele sob um frio de 2 graus centígrados às 9:00 horas da manhã.

Mesmo assim, segundo ele, a viagem vale a pena, pois as paisagens são deslumbrantes e tem-se uma oportunidade única de conhecer uma civilização diferente. "Como precursores, nossa missão é garantir que a expedição "Fronteiras do Progresso" tenha pleno sucesso e possa render bons negócios para Rondônia", finalizou, em Cuzco, enquanto esperava a estrada ser aberta para os veículos. 

Fonte: DECOM 

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