Sábado, 30 de novembro de 2013 - 06h34
Iniciado no mês de outubro, um estudo de grandes proporções sobre a mobilidade urbana em Porto Velho tem analisado diversos fatores que deverão compor o projeto global de mudanças a serem implementadas a partir do próximo ano pela Prefeitura. Na última quinta-feira (28), no Palácio Tancredo Neves, sede do Executivo Municipal, foi apresentado ao prefeito Mauro Nazif algumas proposições para o conjunto de medidas relacionadas à mudança de sentido da Avenida 7 de Setembro. À reunião estiveram presentes os secretários municipais de Transportes e Trânsito (Semtran), Carlos Gutemberg; Obras (Semob), Gilson Nazif; Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo (Semdestur), Geraldo Afonso; técnicos dessas secretárias; vereadores; um grupo de empresários ligados a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e representantes da Logitrans, empresa contratada para participar de levantamentos, pesquisas e análises relativas a esses estudos.
Conforme esclareceu Mirce Silva, engenheira de Trânsito da Semtran que coordena os estudos, a reunião apresentou a pesquisa de fluxo de veículos para entrada e saída do centro da cidade. A novidade apresentada, em relação ao que já havia sido demonstrado ao prefeito em outros momentos, foi uma pesquisa específica sobre a viabilidade da mudança de sentido da Avenida 7 de Setembro em sua relação com o conjunto do trafego no centro expandido da cidade. As principais ações integradas a serem desencadeadas para a efetivação da mudança são o estacionamento rotativo e a instalação de equipamentos medidores de velocidade, porque o centro da cidade deve ser transformado em “Zona 30”, área em que a velocidade máxima permitida seja de 30 km. “Espera-se, que ao baixar a velocidade máxima do trânsito nas regiões centrais, os acidentes também diminuam. Também queremos implementar outras medidas, tais como estabelecer horários determinados para carga e descarga de caminhões no comércio, mudanças de sentido viário no entorno da 7 de Setembro e uma nova hierarquização das vias”, explicou.
Dentre os benefícios da mudança de sentido da Avenida 7 de Setembro e as principais dificuldades encontradas nos estudos a esse respeito, Mirce Silva destacou que a medida criará uma nova dinâmica para o transporte coletivo. Será possível deslocar-se com grande agilidade até o centro da cidade mesmo diminuindo a velocidade máxima do trafego, pois os trechos serão realizados - ou quase sempre realizados - em linha reta. Isso fará baixar o tempo de deslocamento. As dificuldades encontradas com o estudo têm sido quanto às saídas dos veículos da região central. “Temos hoje duas vias importantes, largas e que dão entrada e saída para o centro, são a Carlos Gomes e a própria 7 de Setembro, mas as duas vias serão utilizadas somente para entrar, dessa forma, o trafego de saída terá de ser diluído por meio de vias de menor porte. O estudo está precisamente nesse ponto. São essas questões que estão sendo agora analisadas e viemos ouvir a opinião do prefeito, dos empresários e dos vereadores sobre o assunto”, elucidou.
De acordo com Nazif, o que a exposição mostrou como principal ponto de diferença em relação às apresentações anteriores foi comprovar a viabilidade da medida idealizada. “A preocupação para que o trânsito flua com maior rapidez, haja maior segurança e faça com que a cidade possa olhar de frente para sua origem, que é o rio Madeira, o estudo já demonstrou ser muito viável. Esses são os objetivos principais para desencadear um trabalho conjunto com o comércio e com outras categorias para que possamos ter mais segurança, qualidade, mobilidade e prazer no trânsito da região central da cidade. Vimos hoje, também, que o retorno do centro para os bairros é viável pela Rua Dom Pedro II, mas o que eu apontei é que ainda ficam pendentes melhores análises sobre a volta para os bairros. Por meio dessa via pode haver uma maciça atividade do transporte coletivo que cause congestionamentos, e isso não queremos. Foi apresentada a proposta de divisão do movimento com a Rua Almirante Barroso, mas parece-me interessante pensar também numa volta pela Rogério Weber para encontrar com outras ruas de acesso para a Zona Sul, por exemplo, sem necessitar acessar a Dom Pedro e de lá a Campos Sales. Esse agora é o ponto vulnerável e eles vão estudar como fazer isso”, declarou.
Fonte: Renato Menghi
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