Terça-feira, 6 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Política

Em dez anos, luz sobe 350%; inflação sobe 196%


Descontada a inflação, aumento real da eletricidade foi de 77%. Maior aumento foi para a indústria, de 430% no período
Da Agência Estado
Nos últimos dez anos, os reajustes das tarifas de energia elétrica ficaram bem acima da inflação no período, mesmo com aumentos mais suaves pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nos últimos meses. Entre dezembro de 1996 até junho deste ano, as tarifas médias subiram 350%, enquanto a inflação medida pelo índice IPCA registrou variação de 196%. Em termos reais (descontando-se a inflação) o aumento na conta de luz atingiu 77%.
O maior aumento foi para a indústria, que acumula variação de 430% nesse intervalo, enquanto para o consumidor residencial o reajuste atingiu 283%. Esse movimento foi mais evidente no governo Lula, invertendo a política adotada no governo anterior, em que os aumentos maiores eram para os consumidores residenciais.
Tomando-se o final de 2002 como ponto de referência, o aumento para o consumidor residencial atingiu 144% até junho deste ano, enquanto a indústria amargou aumento de 227% no mesmo período. A tarifa média contabiliza variação de 181% nesses quatro anos e meio, a partir de dezembro de 2006.
Segmentos
Dos oito segmentos listados pela Aneel, o que teve maior incremento no governo Lula foi o segmento de consumo próprio, ou seja, as empresas que produzem a energia que consomem. O aumento para esse setor atingiu 287% desde dezembro de 2006, com variação de mais de 100 pontos percentuais em relação ao aumento médio de todos os setores. Ao contrário do governo anterior, as autoridades governamentais não vêem com bons olhos a presença de auto-produtores na geração de energia elétrica.
Mesmo com esses reajustes diferenciados, o setor industrial ainda tem tarifas inferiores às praticadas pelos consumidores residenciais, o que é justificado por volumes mais elevados de energia consumida. Pelos dados da Aneel, a tarifa média era de R$ 258,07 por MWh em junho enquanto os consumidores residenciais pagavam tarifas de R$ 300,46 e as indústrias R$ 216,88.
O poder público e os auto-produtores estão com tarifas próximas às dos consumidores residenciais, com tarifas de R$ 296,90 e R$ 294,58 por MWh, respectivamente. As tarifas mais baixas eram para iluminação pública (R$ 167,03), setor rural (R$ 181,15) e serviço público (R$ 191,36).  

Gente de OpiniãoTerça-feira, 6 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Assembleia aprova projeto que reorganiza conselhos e instâncias estratégicas do Poder Executivo

Assembleia aprova projeto que reorganiza conselhos e instâncias estratégicas do Poder Executivo

A Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (Alero) aprovou, em sessão extraordinária, o Projeto de Lei Complementar 114/2025 que promove alteraç

Deputado Cirone Deiró faz balanço positivo do ano de 2025

Deputado Cirone Deiró faz balanço positivo do ano de 2025

Foi um ano extraordinário, com investimentos em todas as áreas, principalmente na agricultura, educação, saúde, esporte, infraestrutura, transporte,

Deputada Cristiane Lopes fortalece atuação no Congresso com projetos estratégicos para Rondônia

Deputada Cristiane Lopes fortalece atuação no Congresso com projetos estratégicos para Rondônia

Ao longo de 2025, a deputada federal Cristiane Lopes tem consolidado sua atuação com pautas que dialogam diretamente com o desenvolvimento de Rondôn

Deputado Alex Redano indica viaturas para reforçar segurança em Costa Marques

Deputado Alex Redano indica viaturas para reforçar segurança em Costa Marques

O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado Alex Redano (Republicanos), apresentou indicação ao Governo do Estado solicitando a dis

Gente de Opinião Terça-feira, 6 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)