Quarta-feira, 16 de maio de 2007 - 12h48
Sem perspectivas da unificação do Plano de Carreira e sem reajuste
salarial trabalhadores em educação vão parar por um dia
Os trabalhadores em educação do Estado estão sendo convocados pelo SINTERO para realizarem um dia estadual de paralisação na próxima quarta-feira, dia 23 de maio, em protesto contra a falta de uma resposta do governador Ivo Cassol à Pauta de Reivindicações da categoria. Na assembléia estadual realizada dia 25 de abril, os trabalhadores aprovaram o estado de greve e decidiram aguardar por uma negociação com o governo até o dia 15 de maio. No entanto, além de não responder aos ofícios de solicitação de audiência protocolados pelo SINTERO, o governador, ao conversar com dirigentes de vários sindicatos, em Brasília, disse que não tem definição sobre reajuste salarial e não deixou qualquer perspectiva de que vá enviar à Assembléia Legislativa o projeto de lei de unificação do Plano de Carreira. Os trabalhadores em educação reivindicam, também, manutenção e aumento do valor do auxílio saúde, a volta do auxílio saúde aos aposentados, criação de um Plano Estadual de Educação, Gestão Democrática e auxílio alimentação.
O encontro do governador com os sindicalistas e a falta de uma resposta às reivindicações, estarão na pauta da assembléia estadual dos trabalhadores em educação nesta sexta-feira, dia 18/05. As assembléias ocorrerão simultaneamente em todas as Regionais. A direção do SINTERO mantém as solicitações de audiência com o governador para discutir a Pauta de Reivindicações, mas a categoria, que já se encontra em estado de greve, se mobiliza em todo o Estado para iniciar uma série de manifestações que podem resultar em uma greve por tempo indeterminado.
O "Dia Estadual de Paralisação", marcado para a próxima quarta-feira, será um alerta dos trabalhadores em educação ao governo, visto que a categoria não suporta mais a defasagem salarial e vem desde o dia 14 de fevereiro tentando negociar com o governo.
A presidente do SINTERO, Claudir Mata, disse que a categoria está disposta a iniciar imediatamente uma greve na educação caso não haja negociação, mas quer esgotar todas as possibilidades de negociação antes de paralisar as atividades. Ela apresenta dados que revelam uma defasagem salarial de 12% só na gestão do governador Ivo Cassol, quando o salário da educação caiu de 3º para 12º lugar. A direção do SINTERO destaca que se não houver uma reposição salarial agora, as perdas se acumularão tornando insuportável aos cofres públicos uma atualização salarial no futuro. "O governo pode corrigir a distorção salarial neste momento evitando que a defasagem se transforme em uma bola de neve", disse.
Outra questão de grande importância não só para os trabalhadores em educação, mas também para todo o sistema educacional e para a qualidade do ensino é a unificação do Plano de Carreira, uma exigência do MEC para o desenvolvimento de uma série de programas e para a consolidação do Profuncionário. A direção do SINTERO já informou ao governo que a unificação do Plano de Carreira traria inúmeros benefícios, a começar pela valorização profissional dos trabalhadores em educação, e seria mais uma porta para a obtenção de recursos federais para a educação.
Fonte: Adércio Dias
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