Quinta-feira, 9 de agosto de 2007 - 11h28
Deputados firmam acordo com grevistas para reverter leis que retiram direitos dos trabalhadores em educação
Uma comissão formada por sete deputados estaduais iniciou na noite de quarta-feira (08/08) um processo de negociação com o comando de greve dos trabalhadores em educação, liderado pela direção do SINTERO, visando reverter as leis prejudiciais à categoria, aprovadas pela Assembléia Legislativa.
Pelo acordo, assinado pelos deputados estaduais Tiziu, Ribamar Araújo, Professor Dantas, Néri Firigolo, Jesualdo Pires, Maurão de Carvalho e Ezequiel Neiva, e por uma comissão representante dos trabalhadores em educação, os parlamentares se comprometeram a apresentar na sessão desta quinta-feira (09/08) uma proposição legislativa buscando modificar as restrições impostas ao recebimento da gratificação de incentivo ao magistério.
Os deputados também intermediarão negociação com o Executivo sobre a reposição salarial, com o compromisso de votarem uma indicação de reajuste com base nos números levantados pela comissão de parlamentares com representantes dos trabalhadores. Além disso, faz parte do acordo a liberdade de acesso dos trabalhadores em educação em greve à galeria da Assembléia Legislativa. Em contrapartida, os manifestantes concordaram em passar a noite fora do prédio, mas vão poder entrar à vontade para acompanhar as sessões e poderão ocupar todo o prédio novamente caso o acordo não seja cumprido.
Nesta quinta-feira a greve ganhou novas adesões em todo o Estado, após o comunicado do governo se recusando a dialogar com os trabalhadores em educação. O argumento oficial de que não há recursos para repor as perdas salariais não convenceu os trabalhadores nem à sociedade, já que o governo tem recursos para aumentar o salário dos secretários de estado em 73% e dos diretores de escolas em até 116%, além de sustentar a criação de quase seis mil cargos comissionados com salário médio de R$ 2.500,00.
A paralisação atinge, em média, 60% das escolas em todo o Estado. Os maiores índices de adesão foram registrados em Cacoal, Vilhena, São Francisco do Guaporé, Costa Marques, Rolim de Moura e Alta Floresta. Em Porto Velho alguns diretores de escolas estão usando de pressão para tentar desqualificar o movimento. A diretora da Escola Barão do Solimões, no centro de Porto Velho,acusou o comando de greve de promover baderna, enquanto professores daquela unidade denunciam a falta de administração na escola.
Também foram registrados casos de assédio moral por parte de diretores das escolas Capitão Cláudio, Risoleta Neves e Tancredo neves, todas em Porto Velho.
A principal concentração encontra-se em Porto Velho, onde os trabalhadores em educação estão acampados em frente à Assembléia Legislativa.
Fonte: Adércio Dias
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