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Denúncias levam comissários a fiscalizar praça Aluísio Ferreira em Porto Velho


 
Dez comissários de menores do Juizado da Infância e da Juventude da comarca de Porto Velho (RO), com apoio de agentes da polícia civil das Delegacias Especializadas de Apuração de Atos Infracionais – DEAAI e Jogos e Diversões, fizeram nesta quarta-feira, 18, uma fiscalização na praça Aluísio Ferreira, área central da Capital. O trabalho teve por objetivo averiguar a veracidade das denúncias feitas pela população via telefone ao Juízo.

De acordo com o chefe de operações do comissariado, José Ricardo, algumas pessoas têm ligado para o Juizado informando que os adolescentes que estudam nas escolas próximas à praça utilizam o espaço físico para consumir bebidas alcoólicas e fumar cigarros. “Infelizmente as informações procedem, pois durante o serviço realizado nesta tarde, constatamos alguns adolescentes fumando. Além disso também encontramos garrafas de refrigerantes misturadas com bebida alcoólica. Essa mistura é denominada por eles como “refri-batizado””, explicou.

Segundo José Ricardo, os adolescentes flagrados fumando e portando carteiras de cigarros em seus bolsos e bolsas foram encaminhados ao Juizado da Infância para que os pais fossem buscá-los. Ainda de acordo com ele, o tempo de permanência da equipe na praça foi de uma hora e meia, tempo este suficiente para observar que uma grande parte dos adolescentes (meninos e meninas) que saía dos colégios vizinhos a praça não vão para suas residências e sim aglomeram-se em grupos para fazer uso de drogas ilícitas. “Eles foram se chegando, amontoando-se e mesmo com a nossa presença não se intimidaram em fazer uso do cigarro. Fato este que é lamentável, pois como seres em desenvolvimento jamais poderiam utilizar este tipo de produto”.

Para a autônoma Eunice dos Santos Ferreira, a iniciativa do Juizado da Infância foi fundamental para coibir os grupos de jovens que experimentam esses tipos de substâncias e acabam influenciando os demais. “Para se ter uma idéia, tem dias em que eles bebem tanto o “refri-batizado” que chega dar dó ver alguns deles completamente tonto. E isso não é só menino não, meninas também entram no embalo. Sabe, apesar de lamentar, dou graças a Deus quando eles ficam apenas por ali, pois já tiveram dias em que algazarras e brigas ocorreram nas proximidades dos lanches. A agressividade é tanta que se faz necessário chamar a polícia”, desabafou.

Um rapaz que não quis se identificar disse à equipe de policiais que, além deste consumo exacerbado de cigarro e bebida, existem pessoas que também estão comercializando substâncias entorpecentes (maconha e cocaína) aos alunos. “Eles chegam montados em bicicletas e motos. Conversam com alguns alunos e logo em seguida saem. É perceptível a comercialização, tanto que os ambulantes não fornecem mais os guardanapos, pois são utilizados para enrolar o fumo”, comentou.

Intensificação

O chefe de operações do comissariado José Ricardo disse que irá intensificar as fiscalizações na praça Aluísio Ferreira. “Pretendemos com isto diminuir ao máximo a problemática existente. Esse trabalho será feito também em outras praças próximas a outros colégios, porém, no momento, o foco principal será esta localizada na Avenida Farquar”, ressaltou.

Denúncia

As pessoas devem continuar participando de forma ativa junto ao comissariado, denunciando qualquer prática que atente contra os direitos e deveres de crianças e adolescentes. Para isto basta ligar nos telefones: (69) 3217- 1264 ou 1270. Também encontra-se disponível o número do plantão: (69) 8425-4443. Toda informação será averiguada e o nome do denunciante mantido em sigilo absoluto.

Pais ou responsáveis legais

O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Federal n. 8.069/90, traz dispositivos que penalizam os pais ou responsáveis legais de crianças e adolescentes que não cumprem o que determina a legislação. É fundamental que estes saibam o que seus filhos andam fazendo, com quem estão andando, se estão usando drogas ilícitas e seus horários de chegada em casa. “A maioria dos responsáveis sequer sabe que assim como seus filhos também podem receber punições, inclusive financeiras, por meio de multas. Portanto, é imprescindível o acompanhamento educacional e principalmente as suas rotinas diárias”, concluiu José Ricardo.

Fonte: Ascom TJRO

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