Quarta-feira, 13 de abril de 2011 - 14h12
Percorrer as alas do Presídio Urso Branco, em Porto Velho, faz das duas rebeliões que mataram dezenas de presos, em 2002 e 2004, lembranças de um passado distante. A vistoria do Mutirão Carcerário do CNJ realizou nesta segunda-feira (11/4) constatou que as tragédias que tornaram o Brasil réu em processo internacional por violação de direitos humanos não estão fadadas a se repetir, pelo menos nos próximos meses. Embora a superlotação persista -, 718 presos para 456 vagas- há celas com vaga na Casa de Detenção José Mário Alves da Silva, nome original do Urso Branco. Além disso, os recursos de compensação pela construção das usinas hidrelétricas no Estado (Jirau e Santo Antônio) estão financiando a construção de novas vagas. "As condições de aprisionamento parecem melhores do que as que geraram as chacinas de anos atrás", afirma o juiz auxiliar da Presidência do CNJ Márcio Fraga, que representou o Conselho na visita.
O juiz responsável pela Vara de Execuções Penais de Porto Velho, Sérgio William, confirma que a segurança no presídio melhorou nos últimos anos. "Desde 2007, não houve mais execuções. Quando assumi, em 2005, havia cinco agentes carcerários para mil homens presos", lembra. Atualmente, entre 25 e 27 agentes trabalham a cada plantão, informa o diretor da unidade, Idel Martins Gonçalves.
"As reclamações por cumprimento excessivo e ilegal de pena geralmente não se sustentam. Na última sexta-feira, recolhi os nomes de 67 presos que reclamavam direito a progressão de regime para verificar seus processos. Na realidade, apenas dois tinham razão em reclamar", conta o diretor.
O presídio Urso Branco foi o primeiro a ser vistoriado pelo Mutirão Carcerário do CNJ, que começou nesta segunda em Rondônia. Nos próximos 30 dias, o juiz coordenador dos trabalhos, Domingos de Araújo pretende vistoriar todas as unidades prisionais do estado para oferecer um diagnóstico preciso do sistema carcerário de Rondônia.
"O problema aqui é de logística. Afinal, cada comarca tem a sua cadeia pública e algumas ficam muito distantes da capital Vilhena está a cerca de 700 quilômetros de Porto Velho", explica o magistrado, que planeja ir a Vilhena de avião.
Fonte: TJRO com informações da Agência CNJ de Notícias
Sexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
Incentivo fiscal à cultura em Rondônia ganha reforço com indicação de Cláudia de Jesus
A deputada estadual Cláudia de Jesus (PT) apresentou indicação à Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) e à Secretaria de Estado da Juventude, Cul

Deputada federal Cristiane Lopes defende mais mulheres na política durante evento do TRE-RO
A deputada federal Cristiane Lopes (Podemos-RO), uma forte defensora da maior participação feminina na política, com atuação voltada ao fortalecimen

Célio Lopes se filia ao União-Brasil e lança pré-candidatura a deputado federal
O advogado Célio Lopes, 34 anos, assinou nesta terça-feira (31) sua filiação ao União-Brasil, em cerimônia realizada em Brasília. A adesão foi abona

A educação de Cacoal recebe um importante reforço com a destinação de mais de R$ 3 milhões para obras em escolas da rede municipal. O recurso, viabi
Sexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)