Terça-feira, 28 de abril de 2020 - 16h49

As bestas do apocalipse estão
radiantes com a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça. Pobres diabos!
Acham que Moro perdeu alguma coisa. Quem perdeu foram o governo do presidente
Jair Bolsonaro e, principalmente, as pessoas sérias e decentes deste país, que
o veem como um homem de bem, alguém que passou por cargos públicos, ocupou
funções de destaque, engordou sua biografia com episódios em que a
verticalidade do seu caráter serviu de exemplo.
O ex-ministro agiu com agem as
pessoas decentes. Moro abraçou um projeto de governo, não de poder. Foi leal
aos seus amigos e serviu ao seu país sem jamais esperar compensações. Não
bajulou, não caluniou, não cedeu em suas convicções para obter favores, atitudes
que destoa do mundo em que as bestas do apocalipse vivem e aceitam como
natural. Não é à toa que ele angariou respeito
e admiração de parcela expressiva da população brasileira e mundial, que busca
colher nele exemplos que, com algum esforço, podem ser esporadicamente
imitados.
Vivemos num país onde, para
algumas cabeças ocas, honestidade virou palavrão, brasileiro é considerado bobo
quando exerceu cargos públicos, ocupou funções de destaque, e não roubou. Mas
isso é coisa que as hienas não compreendem. Afinal, elas passaram anos tecendo
loas ao esquerdismo malandro, que chegou ao poder falsamente pugnando por um
regime de classes, que se já mostrou desastroso socialmente por toda parte. Sua
ideologia, superstições e preconceitos políticos, heranças do passado morto,
foram superados. Mesmo assim, essa gente insiste em manter-se na crista da onda
politica nacional, mas a maioria da população já deixou claro que gado e cegos
são os que se acostumaram a endeusar políticos corruptos.
O tempo passa, o mundo se
transforma, nações surgem e outras morrem, países se conflagram, regimes
políticos desabam no pó, a modernidade avança em muitos pontos, mas essa turma
permanece abraçada a políticos canalhas, administradores cúpidos, mergulhados
numa estrutura podre, imobilizada pela prática de métodos condenáveis à luz da
ética. Comprovadamente, essa gente acostumou-se a viver num Brasil de
safadezas, de truques, de jeitinhos, de mutretas e de patifarias. E, o que é
pior, ainda se atreve a chamar de gado os que pensam diferentes.
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