Quarta-feira, 31 de março de 2010 - 07h59
Numa verdadeira epidemia, o crak vai tomando conta das ruas de todo o Brasil. As autoridades estão perdendo o controle e a luta contra as drogas e o resultado é o pior possível, como o aumento da violência e da criminalidade em todos os quadrantes do país.
Das proximidades das escadarias do Palácio do Planalto em Brasília, as esquinas das ruas dos bairros Mariana e São Francisco em Porto Velho, cortados pela avenida Petrolina, a rua do pó, o que se vê é que temos uma situação emergencial e como tal ela deveria ser tratada pelo presidente, pelo governador de Rondônia, pelo prefeito de Porto Velho e pela omissa sociedade brasileira.
Em Rondônia, conforme informações das próprias delegacias, mais de 70 por cento dos índices de assaltos, arrombamentos e latrocínios têm a ver com o consumo de drogas, especialmente na capital rondoniense. Pudera, já são mais de mil pontos de vendas de papelotes e as drogas chegam em abundância até nos canteiros de obras, diretamente para a massa trabalhadora, prejudicando sensivelmente o ritmo de construções civis.
Os presídios de Porto Velho estão lotados majoritariamente por traficantes. Não bastasse, a penitenciária feminina da capital rondoniense, segue o mesmo caminho e os filhos do tráfico estão nascendo na creche local. Temos verdadeiros dramas familiares.
Se é de conhecimento geral que as drogas vem da Bolívia – no tocante da cocaína – e do Paraguai – no caso da maconha - e se todos os pontos de vendas de crack já foram mapeados em Porto Velho, porque os resultados obtidos pela Secretaria de Segurança Pública de Rondônia no combate aos entorpecentes são tão pífios?
Na verdade o buraco é mais em baixo. Rondônia tem mais de 1mil quilômetros de fronteira com a vizinha Bolívia e a Polícia Federal não consegue vigiar sequer as rotas mais conhecidas como as rodovias federais e, isso já torna a batalha mais dura pra as autoridades estaduais. O governo federal não cumpre o seu papel de asfixiar o tráfico na fronteira, tampouco o estadual em coibir a venda escancarada das drogas pelos bairros.
Por último, já esta mais do que provado: a cada vendedor de papelote preso, surge mais três para disputar o ponto de vendas. A Câmara Federal, através de uma comissão especial, estuda há mais de um ano o avanço das drogas e prepara um relatório ao governo federal com propostas de fundo para reverter esta situação lamentável.
Fonte: Carlos Sperança/Gentedeopinião
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