Porto Velho (RO) domingo, 18 de novembro de 2018
×
Gente de Opinião

Política

Antônio Morimoto e APRRO denúncia a Alkimin



Nunca fomos tão massacrados pelo Governo Federal

 
Num documento entregue ao candidato Geraldo Alkimin (PSDB), durante a recente visita do presidenciável a Rondônia, e posteriormente reiterado ao senador Heráclito Fortes (PFL-PI), coordenador da campanha presidencial de Alkimin , o ex-deputado Antônio Morimoto e o presidente da Associação dos Proprietários Rurais de Rondônia-APRRO, Sebastião Conti Neto, denunciaram: "Nunca nossa classe foi tão massacrada pelo Governo Federal. O descaso e a incompetência com a fiscalização da vacina e com a vigilância sanitária, juntamente à falta de seguro para o produtor, a manutenção da taxa de juros em níveis muito altos e, ainda, um câmbio extremamente desfavorável, desorganizou o setor, nos tirando do ciclo virtuoso em que nos encontramos há quase dez anos".

Na opinião de Conti, a orientação político-ideológica do governo tem sido a de desestruturar o setor e expropriar as terras, criando todo tipo de dificuldades para impedir o crescimento do agronegócio, contribuindo para o "baixíssimo crescimento da economia nacional no último trimestre, de 0,5%, fruto direto do encolhimento do setor agropecuário", disse.
 
Insatisfação em Rondônia
 
Conti descreveu ao candidato Alkimin o drama dos proprietários rurais em Rondônia: "Nunca fomos tão mal remunerados pelo que produzimos: os preços nunca foram tão baixos, a exemplo da soja, da pecuária de corte, do milho, da pecuária leiteira, entre outros. O setor está insatisfeito e desmotivado, sem capacidade de honrar suas dívidas e de realizar novos investimentos, essenciais ao crescimento do país", disse.
 
Certificado de Cadastro de Imóvel Rural
 
Conti também questionou a Portaria nº 12, emitida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-Incra, datada do dia 24 de janeiro de 2006: "Esta portaria tem o claro intuito de desviar o objetivo para o qual foi criado o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural-CCIR, além de ser uma aberração jurídica por sua inconstitucionalidade, porque dá poderes, inclusive, para confisco e expropriação dos imóveis. Isso sem contar a possibilidade de ocorrência de eventos de força maior como catástrofes climáticas e focos de doenças contagiosas, que, mesmo quando ocorrem em outras áreas do país ou mesmo em países vizinhos, podem afetar a receptividade dos produtos nacionais nos mercados interno e externo", disse.
 
Ampliação das áreas de preservação ambiental

 
Conti reiterou ao candidato Alkimin críticas contra a Medida Provisória 2166, que permite apenas 20% de desmatamento em algumas áreas de imóveis rurais: "Essa MP não poderia ser aplicada em Rondônia, uma vez que nosso Estado foi pioneiro na implantação e execução de um plano de zoneamento sócio-econômico e ecológico, plano este que impôs regras claras e rígidas para o manejo sustentado nas propriedades rurais", explicou.
 
Milhares de famílias sem-terras

Conti denunciou o descaso do Incra contra milhares de famílias em Rondônia: "A demanda de famílias que reivindicam terras passou, já no início do atual governo, de menos de 500 para cerca de 5.000 famílias, motivadas pelas promessas de campanha. Para piorar a situação, não foi demarcado quilômetro algum de topografia e nem mesmo lotes para atender a demanda dos movimentos sociais, só tendo reassentado alguns poucos colonos em parcelas desocupadas, demarcadas pelo governo anterior e que foram abandonadas pelos colonos assentados anteriormente".
 
Show de "irresponsabilidades" no Incra

Conti criticou o que classifica de "irresponsabilidades" no Incra em Rondônia: "Houve promessas (de assentamento) feitas de forma irresponsável. O Incra não dispunha de recursos necessários para cumpri-las, minimamente. Além da falta der recursos financeiros, existe ainda a falta de recursos humanos e logísticos, que precisam ser levados em conta caso se queira, verdadeiramente, fazer uma reforma agrária consistente neste país". E completou contra o governo: "Acreditamos que, não só por suposta incompetência, mas, sim, por má fé, o atual governo jogou essa grande massa (de famílias sem-terras) para debaixo das lonas com a promessa, não atendida satisfatoriamente, de cestas básicas, levando-as a invadir propriedades, criando conflitos desnecessários, mas muito importantes para que pudesse atingir determinados objetivos ideológicos e políticos", disse.
 
Grupos armados do MST

Continuando as "cortesias" contra o governo e o descaso prejudicial aos "movimentos sociais", Conti acrescentou: "O governo está jogando essa massa contra nós; os ditos movimentos sociais, diante da incompetência do Incra, estão executando a reforma agrária na marra, com grupos fortemente armados, expulsando os ocupantes das propriedades, seqüestrando funcionários, cometendo diversos crimes, inclusive ambientais, e aplicando suas próprias leis. Coma conivência e apoio do Incra, uma vez que são fartamente abastecidos de recursos financeiros, tendo recebido entre 2005 e maio deste ano R$ 280 milhões, como acompanhamos na mídia cerca de 20 dias atrás. Isto é uma imoralidade nenhuma democracia plena pode aceitar, pois fere o direito constitucional da propriedade", esculhambou Conti.
 
Fórmula para a verdadeira "Reforma Agrária"

Conti explicou à reportagem qual a fórmula para implantar a "verdadeira reforma agrária": "Acreditamos que, para a realização de uma reforma agrária justa e ordeira, é necessário que se cumpra a legislação vigente, que se garantam os direitos constituídos e que sejam respeitados os trâmites dos processos judiciais, seguindo os ritos e os prazos estabelecidos em lei", disse. 

Conti classificou os integrantes dos "movimentos" e famílias sem-terras: "Essa imensa massa, que está sendo jogada no campo, na verdade, não é formada por agricultores e sim desempregados urbanos, desesperados e despreparados, que estão sendo úteis no jogo político do governo. Isso é notório pelo baixíssimo índice de permanência de colonos assentados, que é de manos de 5% nos últimos assentamentos, conforme atesta o próprio Incra", disse.
 
Nas conclusões das reivindicações ao presidenciável Geraldo Alkimin, Conti indica as possíveis soluções para os conflitos no campo e para melhorar as condições econômicas dos produtores rurais em Rondônia: "Em médio prazo a solução para esta questão passa pelo desenvolvimento de políticas públicas para a criação de pólos regionais de desenvolvimento, focados em agregar valor aos produtos primários, o que possibilitaria um rápido crescimento de nosso PIB (Produto Interno Bruto). A lógica é elevar o nível de nossas exportações na cadeia de valor, criando emprego e gerando renda para a população local. Isto pode se tornar realidade com baixo investimento governamental utilizando-se as Parcerias Público-Privadas-PPPs. Mas o governo precisa ser o vetor desse processo. Isto inclui o pólo regional de desenvolvimento de Porto Velho". Explicou.

Conti enviou ao candidato Geraldo Alkimin o que chama de "dossiê". Informou que Rondônia possui o 8º rebanho bovino; crescimento de 33% na pecuária leiteira; potencial para geração de 450 MW de energia elétrica, com a construção das hidrelétricas do rio Madeira; indicações para criação do pólo de desenvolvimento regional de Porto Velho; e matérias publicadas em jornais de circulação nacional denunciando erros cometidos pelo Incra nos Projetos de Assentamentos Dirigidos-PADs.

Mais Sobre Política

Francisco Hidalgo Farina é eleito presidente da FACER

Francisco Hidalgo Farina é eleito presidente da FACER

O empresário Francisco Hidalgo Farina foi eleito na tarde desta sexta-feira (16) presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais d

Emendas de Follador garantem R$ 358 mil a Instituto de Identificação

O deputado Adelino Follador (DEM) anunciou nesta quarta-feira (14) em Porto Velho, durante reunião com autoridades do Instituto de Identificação da

Técnicos poderão ser aproveitados no futuro governo do coronel Marcos Rocha

Técnicos poderão ser aproveitados no futuro governo do coronel Marcos Rocha

Essa possibilidade não foi descartada pelo governador eleito

Eleita nova Diretoria do Sindafisco para o biênio de 2019/2020

Eleita nova Diretoria do Sindafisco para o biênio de 2019/2020

Pela primeira vez o processo foi realizado on-line, garantindo assim total segurança e agilidade, tanto no processo eleitoral.