Segunda-feira, 30 de novembro de 2009 - 15h56
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) está financiando “o calote” e o “trabalho análogo ao de escravo”, segundo denúncia feita na tribuna da Câmara, nesta segunda-feira (30), pelo deputado federal Ernandes Amorim (PTB). A denúncia, com o rol de provas, foi remetida pelo parlamentar para o Ministério Público Federal, Policia Federal, Controladoria Geral e Tribunal de Contas da União.
Ela se prende a constatação feita pela Procuradoria do Ministério Público Federal do Trabalho, que localizou em Sapezal, na divisa de Mato Grosso e Rondônia, pessoas em condições análogas a de escravo trabalhando para o grupo Juruena, responsável pela construção de um conjunto de hidrelétricas destinadas a gerar 100 megawatts.
Esse empreendimento de R$ 360 milhões é financiado pelo BNDES, com recursos oriundos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e Fundos Previdenciários, como Postalis, Petrus e Funcef.
“Vejam que absurdo, a instituição que deveria ser o nosso principal agente de desenvolvimento, está financiando calote e trabalho escravo. As pessoas foram encontradas em condições degradantes, em alojamentos precários, bebendo água suja e alimentação insuficiente, e mantidos em cativeiros”, relatou Amorim.
A questão, segundo ele, atingiu níveis tão alarmantes que o Ibase- Instituto Brasileiro de Analises Sociais e Econômicas está elaborando um mapeamento dos projetos financiados pelo BNDES, que colocará a disposição da sociedade em seu site, para acesso e inclusão de depoimentos de todos os interessados e atingidos.
Na área dos frigoríficos, afirma o parlamentar, então o problema é muito mais grave, onde já se comprovaram que alguns desses grandes grupos têm usado os recursos provenientes do BNDES para aquisição de novas fazendas, iates, jatinhos e remessas para o exterior. “Depois pedem concordata para sacarem mais financiamentos subsidiados e pouco investe na direção da geração de mais empregos rendas e tributos, enquanto os pequenos e médios empresários não conseguem ter acesso às linhas de financiamentos, e os pecuaristas ficam meses sem receber pela venda do seu gado, a exemplo do que está ocorrendo com os fornecedores do grupo Independência, que estão desde o ano passado sendo empurrados com a barriga, e não recebem os seus créditos”, reclamou.
Fonte: Yodon Guedes
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