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Política

Alto Madeira, a história feita da vida diária


 
Uma das peculiaridades do Estado de Rondônia é, sem dúvida, aliar a contradição de sempre ter abrigado o selvagem e a civilização nem sempre de modo harmonioso, porém, conseguindo gerar o espanto, a perplexidade e a admiração. Um marco desta realidade que honra nossa história jornalística e do Norte não pode deixar de ser o aniversário, hoje, de 94 anos do Alto Madeira. Manter um jornal em circulação por tanto tempo não é uma tarefa fácil num país onde a mortalidade das empresas é, sabidamente, alta e não existem atualmente no País dez jornais que possam ter uma trajetória semelhante. Alto Madeira, a história feita da vida diária - Gente de Opinião

É impossível falar da história do Estado sem considerar que o Alto Madeira é o grande repositório dos fatos cotidianos da vida de Rondônia, além de ter sido sua grande escola de jornalismo. Poucos foram os grandes jornalistas, ou intelectuais, que não ocuparam suas páginas e não houve fato relevante que não tivesse sido foco de sua atenção. Também de suas páginas nasceram lideranças políticas e notícias que mudaram os rumos de muita coisa e, até hoje, existe um público fiel que para se posicionar sobre os fatos sempre lê o Alto Madeira.

Esta credibilidade, que é muito maior por diversas razões na capital do Estado, é que faz com que o jornal continue a ser uma fonte permanente de notícias e, muitas vezes, a pautar os outros meios de comunicação, apesar de sua circulação estar restrita. Embora, algumas pessoas, procurem diminuir sua importância até mesmo buscando menosprezar o jornal por ter, agora, uma circulação menor e um número de páginas mais restrito, o fato real é que os grandes formadores de opinião, as autoridades e os intelectuais, de uma forma geral, sempre procuram e lêem o Alto Madeira e reclamam quando, por qualquer razão, não circula. No Alto Madeira sempre existe a diversidade, as principais notícias e análises únicas e abalizadas. Por menor que seja a redação nunca houve falta nem de visão global das coisas, noticias de cocheiras e, em grande parte das vezes, um olhar imparcial e crítico que torna sua visão reveladora dos fatos e geradora de versões. Esta a razão do velho Alto Madeira ser sempre novo.

E há razões sólidas para isto. Em primeiro lugar, além de ser um jornal democrático, que concede espaço para as diversas versões, o jornal sempre concedeu direito de resposta para quem pediu, bem como publica artigos de todos os que enviam suas contribuições, desde que bem escritas, independente das idéias que defendam. Também os seus integrantes se orgulham de não pecar por esconder a notícia. Foi notícia o jornal publica mesmo quando, por alguma razão, fere os seus interesses ou os interesses dos amigos. Esta posição chegou até o absurdo de um dia publicar uma crônica em que os próprios proprietários dos jornais eram criticados. Claro que não gostaram, mas, imprensa é imprensa.

Este comportamento, aliás, rende também muitos problemas. Os mesmos que dizem que o jornal não tem peso são os primeiros a correr e a reclamar de qualquer notinha, por menor que seja, escondida em uma coluna qualquer. A realidade é que a opinião do Alto Madeira tem peso e, não raras vezes, o que publica é republicado aqui e lá fora. Afinal são mesmo apenas seis ou sete jornais no Brasil que tem tanto tempo e tanta história. E, para o bem sempre, o Alto Madeira vai continuar fazendo história. Incomodando aos que tem que incomodar. Elogiando o que há para elogiar. Tendo compromisso com a notícia e com os fatos. Errando também, mas, perseguindo o ideal de fazer um jornal livre, democrático, independente e a favor dos grandes ideais da civilização brasileira e rondoniense. O Alto Madeira não é só a prova de que Rondônia tem um legado e uma história. É também a comprovação de que estamos fazendo história diariamente e, em breve, vamos chegar aos 100 anos registrando os fatos, a vida e o desenrolar da história do Estado de Rondônia. Nós estamos de parabéns. E Rondônia também. Para comprovar basta perguntar quantos estados conseguiram manter um jornal por tanto tempo em circulação e, queiram ou não, antiguidade é posto.


Fonte: jornal Alto Madeira
 

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