Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Política

A terra da fazenda Urupá é pública", afirma procuradora


A procuradora federal do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Apercida Martins, esclareceu aos membros do Gabinete de Gestão Integrada de Segurança Pública de Rondônia (GGI), na sexta-feira (06), a situação jurídica da área conhecida como Fazenda Urupá, onde ocorreu o recente ataque criminoso às famílias de trabalhadores rurais sem-terra do acampamento Flor do Amazonas.

Segundo a procuradora, a área é requerida judicialmente pela Agropecuária Industrial e Colonizadora Rio Candeias, com 33 mil hectares, porém, a empresa não possui título.   Na década de 70, a agropecuária entrou com um requerimento no Incra solicitando regularização, mas não foi aceito. O pleito foi encaminhado ao Senado que autorizou a alienação desde que a empresa implantasse um projeto de bovinocultura, o que nunca ocorreu.

Entretanto, a empresa continuou ocupando a área e vendeu lotes para cerca de duzentos agricultores à revelia do Incra. Esses agricultores são representados atualmente pela Associação de Produtores Rurais de Rio Preto e Região (Assprur).

"Não há nenhuma dúvida que a área é de domínio público federal", garantiu a procuradora às doze entidades representadas na reunião. Porém, ela esclareceu que a posse em mãos de terceiros impede o Incra de agir.

Por se tratar de terra pública, parte da fazenda foi ocupada, em 2001, com o acampamento Flor do Amazonas, onde residem 257 famílias, que requerem a criação de um projeto de assentamento no local.

Também em 2001, a Agropecuária Rio Candeias ingressou com ação para ter regularizada a posse, o que foi negado em 1ª instância. Atualmente a ação encontra-se no Tribunal Regional Federal, aguardando julgamento.

Ação Integrada
Nessa semana terá início o Plano de Ação Civil Social e uma Ação Integrada de Segurança no acampamento Flor do Amazonas, com a participação das entidades que compõem o GGI, além de outras convidadas, como Ibama, Unir e Funasa. 

Além da segurança, com policiais e viaturas, os órgãos vão atuar com atendimento de saúde e jurídico, fornecimento de cestas básicas, lonas e segundas vias de documentos e fiscalização ambiental.

Fonte: Ascom - Jeanne Machado

 

Gente de OpiniãoSexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Alero discute proposta para indenização e direito à propriedade na Estação Soldado da Borracha

Alero discute proposta para indenização e direito à propriedade na Estação Soldado da Borracha

A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) recebe, nesta quinta-feira (5), representantes da Estação Ecológica Soldado da Borracha e do governo do

É mentira que Assembleia Legislativa perdoa dívidas da Energisa

É mentira que Assembleia Legislativa perdoa dívidas da Energisa

Várias publicações com fake news vêm sendo divulgadas nos últimos dias ao atribuir aos deputados estaduais a aprovação de um suposto perdão de dívid

Deputado Alex Redano cobra manutenção urgente do ar condicionado no Hospital João Paulo II

Deputado Alex Redano cobra manutenção urgente do ar condicionado no Hospital João Paulo II

O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado Alex Redano (Republicanos), apresentou indicação ao Poder Executivo Estadual, extensiva

Cristiane Lopes abre os trabalhos legislativos de 2026 reafirmando trabalho, entrega e compromisso com Rondônia

Cristiane Lopes abre os trabalhos legislativos de 2026 reafirmando trabalho, entrega e compromisso com Rondônia

A Câmara dos Deputados deu início oficialmente aos trabalhos legislativos de 2026, um ano estratégico para o Brasil e decisivo por ser ano eleitoral

Gente de Opinião Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)