Segunda-feira, 25 de dezembro de 2006 - 10h49
Volto ainda uma vez ao tema: observador que sou, minimamente privilegiado, da praça que é do povo. Antes do elogiável trabalho de sua recuperação, pelo atual prefeito, ela ainda não havia despertado tanta e tamanha admiração, curiosidade e visitas.
Arrisco-me até a dizer que nenhum outro administrador municipal dedicou-se mais a ela, como agora, cobrindo-a de milhares de lâmpadas que a iluminarão logo mais à noite: os três tanques metálicos, quase centenários, que já foram reservatórios de água, as velhas árvores e as novas palmeiras, que vieram com a chamada revitalização da praça das Três Caixas D'água.
Embora, aquele painel em acrílico (como já havia mencionado aqui em crônica anterior), sustentado por dois postes de ferro pintados de preto, ao que parece, pelo rodar da carruagem, não é mesmo necessário, como meio de a população informar-se da sua história.
Não importa. Aí estão, à disposição dos curiosos, estudantes, professores e da população em geral, os importantes livros dos historiadores (em ordem alfabética): Abnael Machado, Esron Meneses, Francisco Matias, entre outros.
Ontem, depois do consultório, avistei trabalhadores da Ceron colocando lâmpadas nas árvores, substituindo as lâmpadas queimadas nas luminárias dos postes, e nas três caixas d'água. Chamou-me a atenção um homem que estava sentado lá no alto de uma delas, a do meio. Ele estava sentado no topo, a tampa convexa que cobre o imenso cilindro.
Desconheço que altura têm as imponentes caixas d'águas. Como já tenho visto, algumas vezes, pessoas corajosas e treinadas praticam rapel, este esporte que é uma técnica, ou vice-versa. Mas, se lançam de um terraço alguns metros abaixo do topo.
Foi então que, movido por curiosidade, sentei-me em dos bancos da praça e passei a observar o destemido e treinado trabalhador da Ceron. Como estivesse caindo preocupante chuva fina, aumentando assim o risco para a descida dele, entreguei-me a rezar por ele pedindo por sua proteção.
Passados alguns minutos, com muito cuidado ele iniciou a descer. Foi então que, quando ele se posicionou na beirada da tampa, o vi fazer o sinal da cruz. Confesso, que, só de vê-lo naquela situação, senti muito medo...
Felizmente o corajoso trabalhador alcançou o solo, para alívio dele, pela tarefa terminada, e, também meu. Decidi-me, então, ir até ele, em reconhecimento do seu arriscado trabalho, dizer-lhe que o tinha visto benzer-se, que orei por ele e, gostaria de saber o seu nome.
Sebastião é o nome do nosso herói. E ao perguntar-lhe por que se benzeu com o sinal da cruz, respondeu-me que foi para pedir proteção. Disse-lhe em seguida que também havia orado por ele.
A ele, o Sebastião, e à sua família, quero desejar sinceros votos de um Feliz Natal! E, também, de um venturoso Ano Novo! Que se lembre, sempre, descendo ou subindo, de fazer o sinal da cruz. E, que a Ceron possibilite ao seu pessoal de campo, os cuidados de renovar os necessários treinamentos para este mister.
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