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Política - Nacional

Vendas dos supermercados fecharam ano em queda


Bruno Rosa - Agência O GloboRIO - O mês de dezembro não foi bom o suficiente para os supermercados de todo o país e não conseguiu reverter o péssimo ano para o varejo. Segundo o Índice Nacional de Vendas da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), o acumulado de janeiro a dezembro de 2006 registrou queda de 1,65% nas vendas em todo o Brasil. Esse valor já foi deflacionado pelo IPCA do IBGE.- Apesar de negativos, os números não nos surpreenderam. Há tempos estamos falando que o setor tem sofrido com a queda nos preços dos alimentos, o que afeta o faturamento. A deflação ocorrida em 2005 e 2006 não deverá se manter em 2007, isso por si só provocará o alinhamento do volume com o faturamento. Para de fato conseguir essa retomada em 2007, o setor continua investindo em treinamento e capacitação de funcionários, além da modernização das lojas. O supermercadistas também esperam a retomada do poder de compra do consumidor - afirma o presidente da Abras, Sussumu Honda.Mesmo com o índice em dezembro tendo apontado crescimento real de 31,24% em comparação ao mês anterior, em relação a dezembro de 2005 houve queda real de 0,50%.-Como já havíamos previsto e como acontece todos os anos, o mês de dezembro foi o melhor período do ano. Mas não o suficiente para reverter o quadro de queda no faturamento dos supermercados - afirma o ex-presidente da Abras e atual presidente do Conselho Administrativo da entidade, João Carlos de Oliveira.Comércio do RioNo Rio,o comércio em geral registrou alta de 3,6% no faturamento de dezembro. O grupo que mais se destacou em dezembro foi o comércio automotivo, apurando alta de faturamento de 5,9%, em relação ao mesmo mês de 2005. O resultado favorável se deve, principalmente, ao crescimento de 8,7% do subgrupo concessionárias de veículos, que registrou o melhor resultado dentre todos os 19 setores que compõem a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), no último mês do ano passado.Se por um lado a venda de novos veículos cresceu no fim do ano, estimulada por parcelamentos a juros mais atrativos, o comércio de Combustíveis e Lubrificantes registrou queda de 1,5%, na comparação com dezembro de 2005. O aumento dos preços no último mês de 2006 freou a demanda e acabou impactando a receita do grupo.Confirmando expectativas positivas, o grupo Bens Semiduráveis registrou alta de 2,0%. Vestuário, Tecidos e Calçados conseguiram crescer em dezembro de 2006 na comparação com o ano anterior, e foram vedetes no Natal, com aumentos de faturamento de 1,7%, 2,9% e 4,0%, respectivamente.Outro grande destaque de dezembro foi o grupo Bens Não Duráveis que encerrou o mês com crescimento de 5,0%. Quem puxou esta variação para cima foi o setor de Supermercados e Hipermercados, que teve crescimento de 5,3% na receita, em relação ao mesmo período de 2005.As Lojas de Departamento também obtiveram resultado bastante favorável em dezembro (alta de 4,0%) e acabaram influenciando positivamente o resultado do grupo Bens Duráveis, que apresentou crescimento de 1,8% no último mês de 2006.-Inflação sob controle, condições de emprego mais favoráveis, ganho de renda real e crédito, em especial, estão entre os fatores que elevaram o ânimo do comércio no mês do Natal e estimularam a compra de bens de maior valor agregado - explica o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz.

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