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Política - Nacional

Um em cada três assentados da reforma agrária não sabe ler ou escrever


Brasília - Dos cerca de 2,546 milhões de pessoas que vivem em assentamentos da reforma agrária no Brasil, aproximadamente 834 mil não sabem ler e escrever. O levantamento foi feito, em 2005, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Para tentar diminuir este número e elevar a escolaridade no campo, o Programa Nacional de Reforma Agrária (Pronera), do governo federal, em parceira com universidades públicas está capacitando professores para alfabetizar os assentados.

Segundo a coordenadora-geral de Educação do Campo e Cidadania do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Clarice Aparecida dos Santos, é preciso melhorar o ensino para garantir o desenvolvimento dos assentamentos.

"Está comprovado por todos os estudos que quanto maior o nível de escolaridade, maior a qualificação. Não desenvolveremos os assentamentos, se as pessoas não estiverem escolarizadas e com acesso ao pensamento complexo que a escola e a universidade dão", afirma a coordenadora.

O Pronera promove a escolarização nos ensinos fundamental, médio e na educação de crianças, jovens e adultos. É o caso da Almeri Therezinha Teixeira, que produz leite no assentamento Buriti, no município de Luziânia (GO).

Ela foi alfabetizada aos 44 anos. Hoje, aos 47, ela disse que aprender a ler e a escrever, a ajuda a fazer contas na hora de vender o leite.

"Aqui, a gente trabalha para nós. Tem que fazer conta. Quem não sabia fazer conta direito, agora já sabe. Nós tiramos leite para vender. A gente tem que saber quantos litros deu. Qual é o valor. O que a gente vai receber no final do mês. O que gastou. E o que não pode gastar", relata Almeri.

Atualmente, existem 8,679 escolas nos assentamentos. Neste ano, estão sendo investidos R$ 45 milhões na educação de 36 mil pessoas.

Fonte: Renato Aguiar (Da Voz do Brasil) - ABr 

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