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Política - Nacional

Situação de tráfico de animais no país é alarmante, diz ONG


Isabel Braga - Agência O Globo BRASÍLIA - A Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais (Renctas) entregou nesta quarta-feira à Comissão de Meio Ambiente da Câmara o diagnóstico de tráficos de animais silvestres na Mata Atlântica, resultado de um trabalho de dois anos da ONG. Segundo a coordenadora do trabalho, Ângela Maria Branco, os dados mostram a situação alarmante do tráfico de animais numa das regiões mais ameaçadas do país. A maior dificuldade relatada pela ONG foi a falta de informações por parte dos órgãos governamentais. Segundo Ângela, muitos órgãos, como o Ibama do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, não responderam ao questionário sobre autos de infração. A polícia ambiental dos estados colaborou bastante com a Renctas, mas mesmo assim os dados refletem apenas movimentos feitos com base em denúncias recebidas. O tráfico pode ser ainda maior, mas não detectado. Entre os dados disponibilizados, está o aumento no número de autos de infração emitidos pela polícia ambiental dos estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais entre 1999 e 2005. No Rio, entre os maníferos mais apreendidos estão o sagüi e o macaco-prego. Entre as aves, a maior apreensào no Rio foi da espécie sporophila sp, seguida de canários da terra. Entre os répteis, o mais apreendido foi o jabuti piranga. - De acordo com as respostas que obtivemos, não dá para afirmar que houve aumento ou redução tráfico. O documento traz sugestões importantes ao governo para solucionar o problema do tráfico de animais silvestres - diz a técnica da Renctas. Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, o deputado Sarney Filho (PV-MA) disse que os problemas detectados pela CPI do Tráfico de Animais Silvestres ainda persistem, como a falta de enquadramento legal para o crime de tráfico de espécies selvagens. Uma proposta que prevê pena de quatro anos para esse tipo de crime tramita no Congresso há mais de cinco anos. - Hoje, o tráfico de animais silvestres só perde para o tráfico de drogas e armas. Não existe lei específica que puna esse tipo de crime. Já sabemos os locais de coletas desses animais e é preciso implementar políticas junto às populações mais pobres, que acabam ganhando uma mixaria para pegar determinados animais e entregar ao grande traficante. É preciso uma política que gere renda, trabalho - disse Sarney, que já foi ministro do Meio Ambiente no governo FH.

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