Porto Velho (RO) segunda-feira, 18 de junho de 2018
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Política - Nacional

Rondônia nos planos da Odebrecht, que planeja investir US$ 10 bi em dez anos


Agência O GloboSÃO PAULO - A Construtora Norberto Odebrecht vai investir US$ 10 bilhões nos próximos dez anos em projetos de infra-estrutura no Brasil e no exterior. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da empresa, Marcelo Odebrecht. Ele destacou o interesse em participar no megaprojeto de construção de quatro hidrelétricas no Rio Madeira, na região amazônica, com custos totais previstos de US$ 5 bilhões para cada uma delas.Além de geração de energia elétrica, o projeto envolverá a criação de uma malha hidroviária e obras de infra-estrutura de transportes ao longo de quatro mil quilômetros, ligando o Brasil à Bolívia e ao Peru.- O projeto Madeira será o maior investimento privado em infra-estrutura do mundo - afirmou Odebrecht, neto do fundador da construtora, Norberto Odebrecht.Para tocar e viabilizar as obras desses projetos, a empresa está montando um consórcio com Furnas, bancos de investimentos e fundos de pensão. À frente do consórcio estará a Odebrecht Investimentos em Infra-estrutura (OII), criada ano passado para cuidar da estruturação financeira de projetos de grande porte no Brasil e em outros 18 países onde a construtora está presente.Com faturamento previsto de US$ 3 bilhões para este ano - mais de 70% vindos dos negócios fora do país -, o grupo Odebrecht quer aumentar a participação de projetos no Brasil em suas receitas. O bom momento vivido pela construção civil no país fez a companhia voltar a investir mais fortemente no mercado local.Os negócios com construção residencial têm rendido entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões por ano. A ordem, agora, é aproveitar os incentivos ao setor para dobrar esse faturamento: - Nossa expectativa é faturar R$ 1 bilhão por ano só na área imobiliária - disse Odebrecht.Nascida na Bahia, em 1944, a Odebrecht foi responsável por várias obras públicas nas áreas de energia e transportes. Com a redução dos investimentos públicos em infra-estrutura no país, a empresa se voltou para o exterior. Agora, com a economia estabilizada e a perspectiva de o governo retomar os investimentos, a empresa voltou a olhar o Brasil como um país com alto potencial de negócios.As operações da empresa no exterior têm garantido o sucesso financeiro da empresa desde o início da década de 90, quando ingressou no mercado mais competitivo do mundo, os EUA. Hoje, a companhia detém a liderança no mercado de construções no sul da Flórida, com uma série de obras que vão de aeroportos e estradas a estádios e hotéis. O mais recente empreendimento será inaugurado amanhã. É o Carnival Center, um complexo para espetáculos na região central de Miami, que custou US$ 450 milhões. Só na Flórida, a empresa deve faturar este ano US$ 200 milhões.

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